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Adăo
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ANÁLISE DE FAMÍLIAS DO VELHO TESTAMENTO

Adão

Comecemos com a história de Adão. Nós conhecemos muito bem o motivo da queda do primogênito de Adão. "Sereis como Deus", o tentador prometeu à Eva; então Eva e seu marido caíram. Qual foi o motivo de sua queda? A desobediência. A desobediência à clara Palavra de Deus. Eles desobedeceram conscientemente à Palavra de Deus, a qual eles conheciam e entendiam muito bem. Nós podemos estar certos de que a desobediência a esta Palavra (mesmo que pareça tornar mais fácil o nosso caminho), trará sofrimento; não apenas para nós, mas sofrimento - e talvez até a ruína-para nossos filhos.

Talvez a DESOBEDIÊNCIA esteja em primeiro lugar, como motivo principal, para a decadência de famílias cristãs.

Se vocês amam o seu Mestre, se vocês amam a seus filhos, gostaria pedir encarecidamente: obedecei integralmente, de todo coração, com amor e sem vacilar à Palavra de Deus. Este é o único caminho seguro neste mundo. Porém, qual foi o motivo da desobediência de nossos primeiros pais? Eu penso que o primeiro motivo foi a dúvida, que a serpente semeou: "foi assim que Deus disse? .. "

Que o Senhor nos conceda a Graça, de podermos manter uma confiança inabalável na Sua Palavra, a ponto de que nada possa abalar nem ao mínimo a nossa fé, por mais que se tornou 'moda' duvidar da Sua Palavra nos dias atuais.

 

Existem determinadas coisas, das quais devemos fugir: "Foge, outrossim, das paixões da mocidade" (22 Tim. 2,22). "Fugi da idolatria" (12 Cor. 10,14). "Fugi da impureza" (12 Cor. 6,18). 'Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas" (12 Tim. 6,11). Pelo que eu saiba, em nenhuma passagem da Escritura, nos é dito que devemos fugir do diabo; o contrário é o que lemos: "Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" (Tiago 4,7). Eu acredito, que jamais existiu ou existirá uma dúvida na Palavra, cujo autor não tivesse sido o diabo. Resistam-­lhe, que ele fugirá de vocês.

Nós vemos que foi oferecida uma "isca" especial para fazer Eva desobedecer: "sereis como Deus". O tentador oferece à Eva um lugar superior àquele que Deus lhe havia concedido. Não vemos igualmente por toda parte a mesma tentação para nós, pais? A maioria das pessoas não procuram "melhorar-se socialmente"? A maioria não procura uma melhor situação aqui no mundo? E se não a conseguem para si mesmos, então vão lutar para que ao menos os seus filhos a consigam, não é? É muito triste termos que constatar que: mesmo pais crentes, não estão imunes a esta astucia do inimigo, pela qual ele procura levar nossa família à decadência. Nossos pais se contentavam com uma simples casinha. Nós precisamos ter uma casa elegante, bonita. Nossos pais se contentavam em andar a pé; nós precisamos de um carro. Nossos pais se contentavam com rudes capachos; nós precisamos ter tapetes bonitos e preciosos. Vocês podem dizer: os tempos mudaram. Isto é verdade.

 

"Havia gigantes na terra" , nos tempos de nossos antepassados, isto é, nas Coisas de Deus; hoje porém, temos homens fracos e sem energia. Adão padecia do mesmo mal. Nossos jornais trazem caricaturas do mesmo. Quem ainda não ouviu algo semelhante a "não ficar por baixo dos vizinhos"? Talvez apenas sorrimos quando, muito mais, deveria ser uma advertência para nós, pois também nós caímos na tentação de anelarmos nos colocar à altura dos nossos vizinhos e conhecidos. Não toleramos ser considerados "diferentes"; Deus porém, por Sua graça, fez uma diferença: nós somos diferentes. Eu acredito, que o esquecimento dessa diferença, essa ambição dos pais de Caim, de almejar um lugar superior àquele onde Deus os tinha colocado, tenha sido uma das causas da ruína de Caim e também da morte de Abel. O Novo Testamento nos esclarece um pouco melhor este caso: "E porque o assassinou? Porque as suas obras eram más, e as do seu irmão justas" (lª João 3,12). Ele tinha ciúmes do seu irmão - e "quem pode resistir à inveja?" (Prov. 27,4). A inveja (mal-­querência), levou à queda muitos Santos de Deus. Valeria a pena, vocês pegarem suas Bíblias e uma boa concordância para ver o que o Senhor nos tem a dizer a respeito da inveja e ciúme. No momento, porém, contentemo-nos com uma passagem: "Pois onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins" (Tiago 3,16). Sim, foi na inveja que se baseou o assassinato cometido por Caim. Também é a inveja que faz-nos procurar uma posição melhor daquela que Deus nos deu. Portanto, meus amados, fiquem atentos para se despojarem da inveja (1ª Pe. 2,1).

Quando Eva escolheu o fruto proibido, ela não imaginava que fruto amargo estava preparando para si - um fruto, que roubou seus dois filhos de uma só vez ... Quão despreocupada e levianamente nós consentimos, conscientes, com algum pecado, o qual pode trazer-nos anos de amargura e sofrimento, para nós e nossos filhos. Estejamos cautelosos!

 Ainda nos é acrescentada uma indicação, que nem tudo na família de Adão era como deveria ser. De Gen. 4,1, pode-se supor que foi Eva quem escolheu o nome de Caim. Isto pode parecer normal em nossos dias, porém tememos, que está em contradição com a ordem de Deus. É como um talo de palha, pelo qual se pode perceber a direção na qual o vento soprava na casa de Adão. Vocês estão recordados, que foi Eva, quem provocou a queda de Adão; aparentemente ela continuou na liderança do governo deste lar, daquela primeira família. Quando chegamos a Sete em Gen. 5,3, nós vemos que as coisas mudaram: "Viveu Adão cento e trinta anos e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua Imagem, e lhe chamou de Sete. Agora Adão e Eva haviam aprendido a lição, e nós encontramos Adão em seu devido lugar. E qual era esse lugar para ele e para Eva? Penso que por um lado, 1ª Pe. 3,4-6 nos responde a esta pergunta: “O incorruptível adorno de um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus. Pois assim também que a si mesmas se ataviaram outrora as santas mulheres, que esperavam em Deus, estando submissas a seus próprios maridos, como fazia Sara, que obedeceu a Abraão, chamando-lhe senhor. “Por outro lado, são vocês jovens esposas e mães a quem eu escrevo, que “dirigem o governo de sua casa” (1ª Tim. 5,14).

A palavra grega que é empregada aqui é bem esclarecedora: é a única passagem no Novo Testamento onde ela aparece, e se traduzida literalmente talvez seria: “sejam donas de casa”. É uma única palavra, um verbo. Já o substantivo, do qual deriva, é usado 12 vezes, todas nos três primeiros evangelhos, sempre se referindo ao pai; e é traduzido como “senhor da casa”, chefe da casa” (dono da casa), etc. O pensamento do verso de 1ª Tim. 5 é maravilhoso. Descreve uma Soberania real, a qual não afeta aquela do chefe da família, muito mais, ambos  - marido e esposa – governam juntos no pequeno reino de Deus lhes confiou.

Talvez já possamos ver um pouco da prática dessa unidade de pensamento quanto ao recém ­nascido Sete. Embora em Gen. 4,25 até pareça que é Eva quem novamente toma a liderança na escolha do nome da criança, notamos no capo 5,3 que as mesmas palavras também são usadas por Adão.

O livro de Provérbios até que merece mais do que uma simples menção superficial, pois ali esta doce harmonia entre pai e mãe nos é mostrada, de uma maneira singular, através do fato que das catorze vezes em que é mencionada a mãe, 12 vezes se refere a pai e mãe em conjunto.

  Aparentemente esta tão amável unidade não é bem aquilo o que por muitos anos caracterizou lar de Adão - temos no contraste entre Gênesis 4,1 e 5,3 uma instrução muito severa. Eva realmente "governava a casa", porém não vemos considerada por ela a advertência de 1ª Pedro 3, que regulamenta esta soberania da mulher.

É reconfortante vermos, que finalmente a lição foi assimilada, sendo Sete o fruto e a prova da lição aprendida com muito sacrifício.

Sete é o primeiro daquela longa lista de nomes, semente da mulher, que culminou com a semente gloriosa que esmagaria a cabeça da serpente.

Lameque