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Referências para o estudo bíblico
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Um auxílio para professores de escola dominical e amigos da Palavra de Deus.

DESCRIÇÃO DAS HISTÓRIAS DA BÍBLIA

  • Os versículos indicados com asteriscos deverão ser decorados.
    [As citações entre colchetes apresentam um maior grau de dificuldade de assimilação, e podem ser deixados de lado conforme a idade das crianças.)

 

43. Cura do surdo e gago de Decápolis

Explicação e ensinamentos:

O território de Decápolis (região das dez cidades) se situava ao norte do lago de Genezaré, na parte superior do Jordão, próximo da Síria. Os moradores eram quase todos pagãos (compare Mt 4: 15- 16).       .

O surdo e gago, um homem infeliz, não podia aproveitar a bênção da pregação e não podia louvar a Deus (por palavras). Ouvidos e boca estavam cerrados. Vocês já louvaram a Deus por terem a audição e a fala? E, o que vocês fazem com elas? A quem serve a língua de vocês? (Compare Tito 3:5). Quão abençoado será quando ouvido e boca estiverem consagrados ao Senhor!

O Senhor tirou o pobre doente à parte da multidão. A finalidade de Seus gestos é mostrar ao doente que Ele, o Senhor, estava disposto a ajudá-lo; fortalecendo-­lhe assim a pouca fé. O coração do Senhor Jesus estava profundamente tocado pela triste situação desse deficiente. Mas o Senhor também estava tocado pela lamentável situação do Seu povo amado, do qual este surdo e gago bem podia ser uma figura: o ouvido dele estava fechado, tal como o ouvido do povo para as palavras do Senhor; com a boca tampouco louvavam a Deus. Porém, o Senhor agiu na Sua graça, abrindo o ouvido e a boca do infeliz. Da mesma forma, o Senhor, um dia, há de abrir os ouvidos e a boca de Israel, dando-­lhe um novo coração (* Is 35:5­6,10). Hoje, também, neste presente tempo da graça, o Senhor leva a muitos para um lugar calmo, "à parte"; isso pode ser a solidão ou a aflição; pode ser doença, dificuldade, prejuízos, e o objetivo é desprender o coração das coisas do mundo. Ele quer renovar o coração e salvá-lo do pecado e de Satanás. Assim, então, o ouvido estará aberto para a palavra de Deus, e a boca para o Seu louvor (* Salmo 34: 1-3).

 

44)  A Confissão de Pedro

Mt 16:13-20

(Mc 8:27-30; Lc 9:18-21).

  1. O TESTEMUNHO DOS HOMENS

O Senhor Jesus, não reconhecido nem aceito pelo povo de Israel, antes até blasfemado pelos seus guias(Mt 9:34; 12:14, 24), descreve todo o povo como uma geração má e adúltera. "E, deixando-os ,retirou-se "(Mt16:4). Agora, o Senhor pergunta seus a discípulos a respeito do parecer dos homens com relação à Sua pessoa para, em seguida, ouvir também a opinião dos próprios discípulos. Por quê? Importava a Ele a opinião dos homens? Não; mas, do conhecimento do Senhor Jesus e da opinião correta a respeito dEle depende a salvação eterna da alma. Por meio desta pergunta evidenciou-se quão cegos os homens são com relação a Deus (2 Co 4:3-4).

  1. O TESTEMUNHO PELA BOCA DE PEDRO

Havia a necessidade de uma operação ou manifestação por parte de Deus, para que se pudesse reconhecer o Senhor Jesus. Os homens dão testemunho errado do Senhor Jesus, mas Pedro, ensinado por Deus, dá o testemunho correto em nome dos discípulos e de todos os verdadeiramente crentes: "Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo". Pedro reconheceu, por meio de uma revelação de Deus, o Pai, que o Senhor Jesus era mais do que os profetas: Jeremias, Elias, João Batista, etc... Ele era o próprio Cristo, o Messias prometido aos pais", o filho de Deus. - Quem, antes o havia reconhecido assim? Foi Natanael (Jo 1:49). E quem mais tarde? Marta (Jo 11:27). O judeu crente esperava pelo Messias, o filho de Deus (*Salmo 2, 6-7, 12). Mas Pedro acrescenta: "O Filho do Deus vivo".

  1. O SIGNIACADO DESSA CONFISSÃO

Como filho do Deus vivo, possuidor, Ele só, da imortalidade (1 Tm 6:16) (isto é, possui vida por Si mesmo desde a eternidade), assim, também, o Senhor Jesus tem poder para dar vida (Jo 5:21:26). Jesus Cristo, não reconhecido pelo Seu povo como o Messias prometido, anuncia agora aos seus discípulos, que o haviam reconhecido, uma coisa nova: a fundação da Sua Igreja (ou "Assembléia"). Ele diz a Pedro:

 
"Tu és Pedro (isto é: uma pedra), e sobre esta Rocha* (Que é Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo) edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela."

  1. A FUNDAÇÃO DA IGREJA

A Igreja, naquele tempo, portanto, não tinha sido ainda edificada ou fundada. O Senhor queria edificá-la ou fundá-la. Quando ocorreu a fundação, ou a colocação do alicerce da Igreja? Foi quando Jesus Cristo morreu e ressuscitou triunfante, enviando em seguida o Espírito Santo, Desde então, Cristo por meio do Espírito Santo, acrescenta continuamente pedras vivas a essa edificação. Todo  o verdadeiro crente, velho ou moço, ensinando por Deus para poder testemunhar com fé viva e de coração, que Jesus Cristo é o Filho do Deus vivo, é uma pedra viva que está fundada sobre aquela eterna e invencível Rocha da Igreja (* I Pe 2:4-5; I Jo 4: 15.).

  1. A FALSA INTERPRETAÇÃO DESSE TRECHO

(Confusão entre "Reino dos Céus" e "Igreja")

Não foi sobre o falível Pedro que a igreja invencível foi fundada (como pretende o papado católico), porém sobre a Rocha Viva, Jesus Cristo, o eterno filho de Deus, que morreu, mas agora vive pelos séculos dos séculos (Ap1:17-18). “Pedro” se traduz: “pedra, dada a sua confissão viva e decisiva, mas também porque é uma figura de todos os verdadeiros cristãos, isto é, de todas as pedras vivas na casa de Deus (1 Pe 2:25;*Ef 2:19-22). “As Portas do Inferno” significa: “o poder do inimigo“ ou “o reino do Poder de Satanás”. Nenhum poder do inferno pode destruir a Igreja, uma vez que ela foi fundada e edificada por Deus. (Diferente é o

* A versão da Bíblia em português cita aqui o termo "pedra", o que não é próprio, pois o texto original grego enfatiza a distinção entre Pedro (Petros) que é uma pequena pedra, um fragmento, da Rocha maciça (petra) que é Cristo.

caso de uma representação local da Igreja, uma Assembléia local, como por exemplo aquela em Corinto, na qual homens constroem I Co 3).

Contudo, o "Reino dos Céus", para o qual o Senhor Jesus deu a Pedro as chaves, não é a Igreja. Sobre este assunto uma breve explicação: Como já temos visto no capítulo 18, tinha sido prometido a Israel um reino de bênção e de paz. Cristo, o Messias, havia vindo para estabelecer esse reino. Ele próprio e os seus discípulos anunciavam esse reino. Porém, Ele foi rejeitado. Ora, no lugar desse Reino Messiânico, no qual Cristo teria reinado e teria sido reverenciado por todos os cidadãos, entrou agora o "Reino dos Céus". Este reino surgiu sob um aspecto diferente daquilo que teria caracterizado o Reino Messiânico, conforme já foi visto no tópico 32 (vol. 37, n°1, pg44):

Maus e bons estão lado a lado. É a cristandade de hoje. A abertura desse reino foi confiada a Pedro. O cargo de portador das chaves foi um cargo pessoal, não podendo ser legado a algum sucessor, visto que Pedro já abriu todas as portas, e isso de uma vez por todas.

Acabamos de ver que não é Pedro, e muito menos alguém que se chame sucessor dele, quem edificou a Igreja, mas Deus, pelo Espírito Santo. Verdade é que Cristo deu a Pedro as "Chaves", mas com "chaves" não se edifica, somente se abrem e se fecham portas. E, sobretudo, eram "as Chaves do Reino" (v.19), e não da Igreja. Esse reino está na terra, e, somente com relação a esta terra que Pedro deveria abrir o reino. Isso Pedro já fez; ele abriu primeiro para os judeus, no dia de Pentecostes (Atos 2), e, mais tarde, para os gentios (Atos 10). O Senhor, pois, iria confirmar no céu o que Pedro, sob o encargo do Senhor, fizesse na terra. Neste tempo da rejeição de Cristo, enquanto o "Reino dos Céus" existe aqui na terra, Deus está edificando a Igreja, empregando pedras vivas, um edifício no qual Jesus Cristo é alicerce e pedra angular. A Igreja é celestial, tanto na sua posição, quanto na esperança. Quando ela estiver concluída, o Senhor Jesus a levará para o céu (Jo 14:3; I Ts 4:17).

IE, nesta ocasião, aqui na terra, o Senhor vivificará e reunirá novamente a Israel, estabelecendo então o inicialmente pretendido reino Messiânico. Porém, agora, este reino terá glória celestial, e não somente glória terrestre. Por meio da cruz também o Reino de Israel foi enriquecido com brilho e glória.)

  1. CRISTO COMO O "ALHO DO HOMEM"

Cristo ordenou aos discípulos que não O anunciassem entre os Judeus como o Cristo, isto é, como Messias, v.20, porque tinha sido rejeitado por. eles. Na seqüência, Ele passa a falar aberta e explicitamente a respeito da Sua morte e ressurreição. Pedro, que ainda não conhecia o caminho que o Senhor teria de andar para se tomar o nosso redentor, quis resistir-Lhe. Ele queria detê-LO. Mas Cristo lhe diz: "Para trás de mim, Satanás'"

Como antes Deus, o Pai, falara por meio de Pedro (v.17), assim agora o Príncipe das Trevas, que queria frustrar a salvação, falava por meio dele. Dessa maneira Pedro, sem saber, se unificou com Satanás. "Um Cristo, crucificado" se opunha ao seu coração. Mas quem quisesse se unificar com Cristo e salvar a alma tinha que dividir com Ele a rejeição. Quem não quisesse, teria de perder sua vida (sua alma) (v. 24-26). Simultaneamente, o Senhor assume um título de maior glória:

Ele se intitula: "O Filho do Homem"(v.27).

[Como Messias, o Senhor contava somente com uma glória terrestre: A glória de "Rei de Israel" e a de "Príncipe dos Reis da Terra". Como "Filho do Homem", Ele se tomou pela Sua morte e ressurreição, a cabeça de toda a criação (Salmo 8). Ele alcançou também glória ce1estial, enquanto ao primeiro homem (Adão) estava sujeita somente a terra. O Senhor se tomou a cabeça de toda a potestade, nos céus, na terra e debaixo da terra (*A 2:5-11). Ele foi elevado acima de tudo, unido para sempre com a sua Igreja (Ef 1:20-23).]

 

45) A Transfiguração

(e Mt 17:1-13; Lc 9:27-36)

 

No tópico anterior, temos aprendido que o Senhor Jesus foi rejeitado como Messias de Israel. Por que será que o povo não gostou dele, visto que esperava pelo Messias? Us 53:1-3).

Depois que Sua rejeição ficou evidente, Ele revelou a fundação da Igreja, edificada sobre Ele, o Filho do Deus vivo. Nessa ocasião, Ele se nomeia "o Filho do Homem”, que teria de passar por sofrimento e morte, mas que voltaria em grande poder e glória. Alguns dos que com Ele ali estavam não provariam a morte sem que vissem, ainda neste corpo, a glória celestial do Seu reino vindo "com poder" (Marcos 9:1). A transfiguração do Senhor, no monte, foi, pois, o cumprimento dessa promessa. Por essa razão, a transfiguração, em todos os evangelhos, aparece logo depois que o Senhor anuncia a revelação de Sua glória (Mc 9: 1-2; Mt 16:28; 17: 1 e especialmente Lucas: "E aconteceu que, quase oito dias depois destas palavras" Lc 9:27­28). Aquilo que aconteceu lá no monte foi, portanto, um símbolo da glória do futuro Reino de Cristo na terra, que virá em poder. A1í no monte, aquele Cristo que sempre andava em humildade, de repente foi visto em majestade; "o Seu rosto resplandecia como o sol", que é a figura do Rei (Mt 17:2 - compare com isso a profecia referente à sua aparição como Rei, em *Malaquias 4:2 e a sua descrição como juiz, em Apocalipse 1:16). Ao lado de Cristo em sua glória celeste como rei, apareceram, lá no monte, Moisés e Elias. Eles são representantes da lei e da profecia em Israel. Simultaneamente Moises era o mediador da Antiga Dispensação, e Elias uma figura daquele que restaurou o povo rebelde, para a Nova Aliança. Note que ambos são, também, mencionados no final do Velho Testamento: Mal 4:4-6! Agora que Cristo está prestes a se defrontar com Sua plena rejeição e cruz, e que Israel, como o povo da aliança de Deus, será posto de lado devido à sua incredulidade, aparecem Moisés e Elias, vindos do além, e falam com Cristo, sobre a morte dEle (Lc 9:31). Desta morte dependia agora tudo, também para Israel. Uma nova glória, a celestial, está ligada com a morte de Cristo, e é vista aqui na transfiguração.

Ao lado de Moisés e Elias, que vieram do além, dos quais um morrera, o outro fora transladado, estavam também com o Senhor:

João, Tiago e Pedro, no monte da transfiguração. Estes três, Tiago, Pedro e João, que mais tarde estiveram com·o Senhor no Getsêmani, eram também todos reputados "colunas": GI 2:9. O que temos aqui são santos celestiais (os justos da Velha Dispensação) e santos terreais, congregados aqui na terra, em tomo desse Messias glorificado, tal qual será o caso do reino de mil anos. Pedro estava sobremodo feliz, e disse: "Mestre, bom é estarmos aqui e que façamos três tendas, uma será tua...” etc. Mas o tempo de fazer tendas e de descansar não tinha chegado ainda (Mq 2:10). Primeiro, Cristo teria de suportar a cruz, por meio da qual o pecado seria removido.

Somente no reino milenário, do qual a festa das tendas (festas dos Tabernáculos) é uma alegoria (Lv 23:39-44), é que se poderá fazer tendas em Israel e descansar nelas (Zc 14:9,16; Mq 4:4-6). Não foi também correto que Pedro colocasse Moisés e Elias no mesmo nível do Senhor. Logo apareceu uma nuvem luminosa, figura da morada ou da presença do Deus. Foi numa nuvem que Jeová havia guiado o povo de Israel durante 40 anos pelo deserto, e os havia protegido, e, de quando em quando, enchera o santo dos santos, na tenda da congregação. Esta nuvem luminosa envolveu os discípulos, e de dentro dela Deus falava, já não mais como o Jeová, mas como Pai. Deus falava como o Pai do Senhor Jesus Cristo, confirmando-lhes ser este o Seu Filho, com O qual também estavam unificados. Eles presenciaram como Deus, o Pai, glorificou o Seu Filho, aquele que na condição de "Filho do Homem" teve de aqui sofrer e ser morto; Ele, que na qualidade de Messias fora rejeitado pelo seu povo. De dentro da nuvem luminosa, que aqui pode ser comparada com o lar celestial, ouvem a voz do Pai dizendo "Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a Ele ouvi! " Todo o restante se desvanece. Só o Senhor Jesus é o prazer de Deus. Do Senhor Jesus e da sua cruz depende o cumprimento dos planos e decretos de Deus.

[Na verdade não vemos no Monte da Transfiguração a Igreja. Trata-se, muito mais, de uma figura do reino futuro aqui na terra. Na comunhão, contudo, que os três discípulos gozaram com o Senhor Jesus, o Filho de Deus, e com o Pai, que de Sua morada Ihes falou acerca do Filho, nos é demonstrado qual é a porção daqueles que constituem a Igreja:

Comunhão com o Pai e com o Filho: I Jo 1:3-4].

A transfiguração do Senhor, lá no monte, contribuiu para o fortalecimento da fé dos discípulos (pois logo seguiriam Getsêmani e Gólgota). Contribuiu também como consolidação para o ministério deles depois da ressurreição do Senhor, porque esta foi para eles uma confirmação das promessas do Velho Testamento que dizem respeito ao reino futuro do Messias (* 2 Pe 1:16-19).

Enquanto o Senhor Jesus estivesse aqui, não tendo ainda lançado - por meio da Sua morte - a base para aquela glória da qual lá no monte haviam visto uma fraca figura, enquanto isso, os discípulos não deviam falar a ninguém a respeito da transfiguração.

Para nós também: o caminho

que leva à glória passa pelo Gólgota. Somente a morte de Jesus nos leva para lá. Enquanto estivermos aqui no mundo a nossa parte é seguir ,ao Senhor em resignação. Também os discípulos tiveram de descer, com o Senhor, do monte da transfiguração para o vale, onde lutas e sofrimentos os esperavam.

 

46) Acerca do perdoar e do servo malvado

  1. Do perdoar e do reconciliar:
    Mt 18:15-20.
  2. O acerto de contas do rei, e o seu modo de pensar: v. 21-27.
  3. A crueldade do servo perdoado: v. 28-30.
  4. A sentença sobre o servo cruel: v.31-35.

Explicação e ensinamentos:

O Senhor agia neste mundo em graça absoluta. A graça deve caracterizar, neste tempo, todo o discípulo do Senhor Jesus. Contudo, o mal não deve ser tolerado em nosso meio, porém, deve ser ponderado e retirado. Quando houver ofensa ou injustiça, deve-se primeiramente procurar ganhar o irmão errado, com o espírito de brandura. Caso ele dê ouvidos, a ofensa deve ser perdoada e esquecida. Se ele não atender, o irmão que foi ofendido ou injustiçado, deve levar mais um ou dois irmãos (v. 16; Dt 19:15) para despertar a consciência de quem fez a injustiça. Se nem isso for suficiente, o caso deve ser levado ao conhecimento da Igreja. Somente depois que o errado não atender a igreja, o irmão que sofreu a injustiça tem o direito de tratar o outro como gentio ou publicano. [Pode acontecer que, conforme a situação, o irmão que fez a injustiça tenha de ser excluído da Assembléia. Esta pode e deve agir de acordo com a Palavra do Senhor, tirando o iníquo do seu meio (v. 18 e 1 Co 5: 13). O que a Assembléia "ligar" ou "desligar", se ela o fizer sob a direção do Senhor, será reconhecido no céu. Porque ela age por Ele e com Ele. A Assembléia dispõe do Espírito Santo e da Palavra de Deus, e pode recorrer ao Senhor em oração (v.19) quantas vezes ela tiver de admitir à - ou excluir da ­Mesa do Senhor. O Senhor quer estar pessoalmente no meio dos seus, em espírito, toda vez que eles estiverem reunidos em torno dEle, reconhecendo-O como cabeça e guia (v.20))

Quantas vezes devo estar disposto a perdoar? O Senhor o diz: 70 x 7 vezes, quer dizer, quantas vezes for que aquele que me ofendeu ou injustiça reconhece o erro e se arrepende. Quanto ao perdão e ao amor devemos ser imitadores de Deus, como Filhos amados (*Ef. 4:32, 5:1). Com quanto prazer, quantas vezes e quão cabalmente Deus perdoa quando vê em nós um arrependimento verdadeiro e uma confissão aberta! - Deus, porém, não nos perdoa, não nos dá a Sua paz, quando nós não perdoamos ao nosso irmão (* v.35).

[Temos aqui, simultaneamen­te, uma parábola que se aplica ao caminho de Deus para com os judeus. Eles tinham uma dívida impagável para com Deus (10.000 talentos = 2.330.000 vezes o salário mínimo*), pois haviam transgredido a lei, e matado os profetas e o Filho de Deus. Deus os perdoou quando o Seu Filho, na cruz, por eles intercedeu: "Pai, perdoa-os". Deus enviou o Espírito Santo, e, por meio de Pedro e Estevão (At 3:17-21 e cap.7), mandou pregar-lhes mais uma vez o reino; mas não deram ouvidos, antes mataram a Estevão. Afora isso vedavam também os

que queriam levar o evangelho aos gentios, que em comparação com os judeus deviam a Deus somente 100 denários - (quase 4 vezes o salário mínimo). Essa atitude dos judeus entristeceu os outros conservos, que então os acusaram perante Deus. E assim aconteceu que um pleno juízo se desencadeou sobre os judeus (At 18:6; I Ts 2:15-16). Deus os entregou aos atormentadores, e eles não sairão da prisão, até que tenham pago tudo, sim, até haverem recebido em dobro da mão do Senhor por todos os seus pecados (*Is 40:2). Os judeus então hão de implorar: "Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”. Ao invés de estarem amargurados sobre a conversão dos gentios e do perdão a estes concedido, o próprio Israel irá anunciar aos gentios as "boas­-novas" divinas de que está bem próximo o reino de Cristo (Is 66:19).

  • Uma conversão para valores por nós hoje conhecidos pode se orientar em Mt  20:2, onde o salário acordado para a jornada de um dia é de 1 Denário. 1 Talento equivale a 6.000 Denários. 10.000 Talentos seriam então 60.000.000 de Denários, ou seja, o equivalente a 194.000 anos de trabalho segundo o "salário mínimo".

 

A segurança da Salvação