Congresso
Você Participaria de um Congresso Bíblico?
Sim
Não
Ver Resultados

Partilhe esta Página



Total de visitas: 55063
Referências para o estudo bíblico
Referências para o estudo bíblico

Referências para o estudo bíblico

Um auxílio para professores de escola dominical e amigos da Palavra de Deus.

DESCRIÇÃO DAS HISTÓRIAS DA BÍBLIA

*Os versículos indicados com asteriscos deverão ser decorados.

 

39. A morte de João Batista

  1. Herodes ouve falar de Jesus, e fica abismado: Mc 6:14-16.
  2. A prisão de João: vs. 17-20.
  3. A morte de João: vs. 21-29.

Explicação e ensinamentos:

O rei Herodes Antipas**) ouve falar de Jesus e de Suas obras poderosas. Será que ele se alegra com isso? Não, ele não pode se alegrar. Uma grande culpa pesa sobre a consciência dele. Ele mandara decapitar a João, a testemunha de Deus. Agora havia surgido uma nova, ainda maior testemunha. Herodes, abismado, diz: "A João mandei eu degolar. Quem é pois este de que ouço dizer tais coisas? E procurava vê­-LO" (Lucas 9:9). Por que procurava vê-LO? Porque quer se livrar do seu temor. Não o procurava para receber salvação, como o fez Zaqueu (Lc 19:3) ou como os gregos (Jo 12:20-21). Somente o desejo de conhecê­-LO como Salvador conduz à salvação da alma. Herodes é atormentado pela inquietação (*Is 57:20-21; Gn 4: 12). Ele sente somente remorso, mas não se arrepende (faça uma comparação entre Judas Iscariotes e Pedro, depois da profunda queda deles: Mt 27:5 e Lc 22:62). Herodes tinha sido advertido por João, devido ao seu adultério (v. 18) (EzequieI 33:7-9). É daí ódio de Herodias (v. 19). Comente a semelhança dela com Isabel, quanto a sua maléfica influência sobre o marido. Herodes, que por algum tempo esteve acessível para a Palavra de Deus, passa a ser dominado cada vez mais pelo mal, porque não obedece à verdade. Isto é sempre assim. O coração fica endurecido (compare Faraó - Jo 12:35). Herodes se torna um assassino. No dia do seu aniversário, a filha de Herodias (que, ainda que sendo mulher de seu irmão Filipe, Herodes se casara com ela) dança perante Herodes e os seus convidados. Herodes, levado pela êxtase do seu desejo, fez um juramento (Tiago 5:12). Um mal induz a outro mal. Tomado de arrogância e pelo receio diante dos homens, ele satisfaz o sanguinário desejo de Herodias e sua filha. "O receio do homem armará laços" (* Pv 29:25). João deixava se conduzir pelo temor de Deus; Herodes pelo temor do homem. Aquele se tornou uma testemunha de Deus; este, um assassino miserável. Devemos imitar a humildade e a fidelidade de João Batista (Jo 5:44; * Pv 8:13; * Ap 2:10).

** Antipas, filho de Herodes o Grande, no mandato de quem nasceu Jesus Cristo, e, também, foi reconstruído de forma pomposa o templo em Jerusalém. Foi no tempo dele que Jesus foi levado à audiência e foi escarnecido (Lc 23:7-12). Por aí vemos que Herodes não se arrependeu de haver degolado a João, porém havia decaído cada vez mais.

 

40. A Primeira Multiplicação de Pães

Mt 14:13-21 (e Mc 6:30-44; Jo 6:4-13)

Explicação e ensinamentos:

1 - A compaixão de Jesus:

Jesus, contristado com a execução de João, que antecedeu à Sua própria rejeição, retira-Se da multidão. Mas o Seu coração continua cheio de compaixão com os pobres. "Movido de íntima compaixão", como tantas vêzes já fez, também agora Ele cura os fracos (v.14). Ao anoitecer do mesmo dia, Ele, o Jeová e o herdeiro do trono de Davi, dá de comer aos pobres (Salmo 132: 11,15).

2 - Sua ajuda: o povo sente uma necessidade interior, pois segue a Jesus para ouvir a Sua Palavra; porém fé o povo não tinha. Os próprios discípulos ainda não O conheciam como o Jeová, na Sua misericórdia e no Seu poder. Eles O fazem lembrar de que já é hora de despedir a multidão. Jesus, pois, fez mais do que pediram e mais do que poderiam esperar (Ef 3:20). Ele despediu a multidão, mas antes disto lhes deu de comer. Ao mesmo tempo Ele pôs à prova os discípulos (v. 16). Eles não o conheciam ainda como aquele Jeová que durante 40 anos alimentara o Seu numeroso povo de Israel no deserto. Filipe e André encaram a situação de momento, do ponto de vista dos recursos humanos (Jo 6: 5-9). Isto é sinal de pouca fé. A fé conta com Deus, pondo-O acima das dificuldades. Jesus dá graças antes de comerem (faça os crianças entenderem a importância da oração à mesa!). (* Salmo 145: 15­16).

3 - Um grande milagre. Os 5 pães sem dúvida eram pequenos, pois um menino os levava (Jo 6:9). O pão se multiplica nas mãos de Jesus, O criador de todas as coisas. Os discípulos vieram repetidamente a pegar o pão com Ele, levando-o aos grupos até que os milhares estão saciados (* Salmo 34: 8). Encheram-se 12 cestos com os pedaços que sobraram. (Faça uma comparação deste caso com o de Eliseu, que é uma figura do Senhor: 2 Reis 4:42-44). Os pedaços foram recolhidos. É um sinal de ordem (Deus é um Deus de ordem) e de economia! (ou moderação). [Essa multiplicação dos pães lembra as bênçãos no futuro reino do Messias. (Salmo 132, 15)).

4 - O efeito do milagre sobre o povo: pelo fato de o povo ver que Jesus era capaz de corresponder as necessidades físicas, queria fazê­10 rei (Jo 6: 14-15). Antes disso, porém, importava que Ele se tornasse o salvador deles. Porém Israel não sentiu a necessidade da salvação. Israel se importava somente com suas carências físicas, mas não sua falta espiritual. A maioria deles vinha a Jesus por causa do pão, mas não para receber perdão dos pecados.

Assim Jesus teve de se retirar. Pergunte às crianças quais são os desejos e anseios delas: De ordem espiritual ou material - por o que elas oram?

 

41. Jesus anda por cima do mar

Mateus 14:22-33 (Mc 6:45-52; Jo 6: 16-21)

Explicação e Ensinamentos:

Temos visto na história anterior como Jesus curou o povo e deu­-lhe pão. Ele é o Bom Pastor, que apascenta o seu povo, e cuida dele no caminho conforme vamos ver na história de hoje (J o 21: 15­16).

  1. O Senhor Orando: O Senhor, depois da tarefa do dia, ficou a sós no monte para oração. Quanto mais necessária será então para nós a conversa com Deus, o Pai, num lugar tranquilo! Que belo exemplo o nosso Senhor é também nessa parte! Ele orava antes e depois dos seus afazeres (Mc 1:35). Enquanto não estamos na dependência de Deus, Ele não nos guia, e não haverá êxito. O Senhor também intercede por outros.
  2. Os discípulos estão aflitos:

Chegou a noite e o barco está em alto mar, açoitado pelas ondas, e o Senhor não está com eles. Mas a compaixão e a oração do Senhor acompanha os seus nessa jornada difícil. A seu tempo Ele também surge para socorrê-los. O Senhor os alcança sem usar um barco. Ele anda por cima do mar. Nada O impede nem O detém a socorrer o Seu povo, e levá-lo com segurança para casa. Ele é capaz de dividir o mar, como na passagem do Seu povo pelo Mar Vermelho, ante Faraó. Ele pode até secar o mar (lsaías 50:2). Mas pode também passar por cima do mar, como vemos na nossa história de hoje. Os discípulos se espantaram, quando viram Jesus vindo a eles. Eles vêem no seu salvador um fantasma. Jesus, porém, logo os anima e tira-lhes o medo. Ele diz: "Tende bom ânimo! Sou Eu, não temais!" Quantas vezes também nós nos assustamos na nossa aflição, pensando que chegou a destruição. Mas o Senhor está bem próximo. Ele muda tudo para o nosso bem, e nos socorre.

  1. Pedro andando por cima da água, ao encontro do Senhor:

Pedro, cheio de amor e confiança no seu salvador, clama: "Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas"! O Senhor lho permitiu. Olhando para o Senhor, Pedro consegue andar com segurança sobre as águas, assim como o próprio Senhor Jesus. Notemos que Jesus andava em virtude de sua onipotência, Pedro, porém, somente pela fé. Quanta força reside na fé e no amor ao Senhor! Quem O ama e confia n'Ele pode triunfar sobre as dificuldades da vida e sobre as tentações por parte do mundo, enquanto outros são vencidos (* FI 4: 13; 1 Jo 5:4-5). A água, porém, somente sustentou a Pedro enquanto ele olhava confiante para o Senhor. Quando ele tirou o seu olhar daquele Senhor e dominador sobre tempestade e mar, e olhou para o "vento forte", assustou-se e começou a afundar.

Quanto ensino contém isso para nós! Nós nada podemos por força própria e nada que não proceda da comunhão com Ele (* Jo 15:5). Mesmo em momentos calmos, sem tempestade, a água não nos pode carregar sem o Senhor. Quando, porém, estamos com o Senhor, a água tem de nos carregar, mesmo na tempestade. D'Ele depende tudo. Nossa incapacidade e as circunstâncias não são impedimentos para Ele. Quão feliz Pedro deve ter estado ao andar sobre as águas, olhando para o Senhor! Deve ter sido como quando uma criança, no medo e na aflição, vê a mãe se aproximando, e pode se jogar nos braços dela. Como teria sido bonito se Pedro tivesse olhado para o Senhor até ao final! Mas foi lindo também que o Senhor não permitiu que aquele fraco Pedro afundasse. O Senhor pode até permitir que os Seus comecem a afundar, mas não deixa que se afoguem.

  1. Símbolo: Esta história é um belo quadro representativo do nosso tempo atual. O Senhor Jesus está agora "a sós no monte", isto é no céu, onde Ele ora constantemente por nós (Rm 8:34). O Seu povo está, como naquela vez os discípulos no barco, no mar tormentoso, no mar da vida, sim, num mundo hostil. O espírito do mundo está contra o povo de Deus. O Senhor, porém, está acima das ondas e das tempestades. Ele está acima de tudo, e há de vir para nos levar ao lar.

[Com efeito, aqueles discípulos que o Senhor salvou do meio da tormenta, conduzindo-os ao porto desejado, lembram aquele remanescente dos judeus no futuro. A este remanescente (restante) o Espírito de Deus há de chamar de entre o povo dos judeus, espiritualmente morto. Isso acontecerá depois do arrebatamento da Igreja. O remanescente passará por grandes tribulações, quais não houve sobre a terra (Mt 24), mas o Senhor o livrará finalmente.

Pedro, que deixou o barco e que com fé e amor foi ao encontro do Senhor Jesus, é uma figura da Igreja, que será unificada com o Senhor ainda antes que Israel seja salvo, ou seja, chega à terra firme, isto é, para a terra dos pais, e seja introduzido o glorioso reino milenário.

Também os demais discípulos adoraram ao Senhor depois de chegarem à terra firme após a viagem tempestuosa. Assim também os judeus que houverem crido, hão de, após os duros juízos, louvar ao Senhor Jeová, sim, depois de haverem chegado à terra dos pais. Mais tarde também as nações adorarão com eles (* 2 Sm 23:4, SI 107:29-31; SI 72: 11-13)). .

 

42. A Mulher Cananéia Mateus 15:21-28 (Mc 7:24-30).

Explicação e ensinamento:

Depois da primeira multiplicação dos pães, aos 5000 homens, o Senhor havia falado, em Cafarnaum, sobre o pão do céu e do alimento verdadeiro (Jo 6:27­71). Mais tarde falara da mesquinha tradição dos anciãos (Mt 15: 1-20). Os fariseus, ofendidos com essas palavras, procuravam matá-LO.

O Senhor deixa os termos de Israel e vai rumo norte, para as bandas de Tiro e Sidom. Estes dois lugares são tidos ao mesmo nível de Sodoma e Gomorra, no que se refere ao grau de impiedade, longe do arrependimento (Leia Mt 11:21-­23). A mulher, que era uma Cananéia ou, conforme Maréos, uma grega ou siro-fenícia (que vem a ser a mesma coisa), pertencia a uma geração amaldiçoada (Dt. 7: 1-2). Ela invoca o Senhor Jesus, como sendo "Filho de Davi". A verdade é que exatamente como tal Ele teria que julgá-la (Lc 1:69-71; Salmo 21:7­10), visto que era um ministro da circuncisão para confirmar as promessas feitas aos pais (Rm 15:8).

A mulher veio na profunda convicção de sua necessidade, e espera a misericordiosa ajuda do Senhor, em cujo poder ela confia. O Senhor provou duramente a fé da mulher. Ele conhecia a fé dela. O Senhor, inicialmente, não respondeu nada, e quando o fez dirigiu-se somente aos discípulos:

"Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel" . Mas a pobre pagã se aproxima cada vez mais e se prostra aos pés d'Ele e O adora. Então o Senhor diz: "Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos" ("Pão" significa as preciosas bênçãos" . "Filhos" quer dizer: "Israel". "Cachorrinhos" significa: "gentios" impuros). A mulher gentia aceita estas palavras tão profundamente humilhantes, aplicando-as a si mesma, e anseia pelas migalhas da rica mesa do Senhor.

Vejamos o que o Senhor havia atingido pela Sua aparente aspereza: Havia conseguido colocar a mulher, para o bem dela mesma, na posição correta perante Deus, isto é, o lugar de absoluto desmerecimento. E é somente quando se chega a este ponto, que a graça, e só ela, pode salvar. Ao mesmo tempo o Senhor evidencia a magnífica fé da mulher. A essa fé Ele corresponde de todo o coração, na sua graça ilimitada (Rm 10:11-13; 15:9).

Resumo: no início do capítulo o Senhor aponta a hipocrisia dos fariseus e dos sacerdotes (Cap. 15:3-9). A seguir aponta a má situação do homem em geral (coração mau); e por fim o coração de Deus, manifestado n'Ele (em Jesus) que age em graça tal que se eleva acima da maldição que faz sobre a criatura humana (exemplificada na mulher Cananéia). Que maravilhosa graça! (Jo 6:37).

 

Segundo a tudo o que eu te mostrar para o modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis. (Êxodo 25:9).

Tudo isto, disse Davi, me foi dado por escrito por mandado do Senhor, a saber, todas as obras desta planta. (1 Crônicas 28: 19).

Tu pois, ó filho do homem, mostra à casa de Israel este templo, para que ela se envergonhe de suas iniquidades; e meça o modelo. (Ezequias 43: 10).

O Modelo Divino

Deus é um Deus de ordem. Assim, frequentemente encontramos refe­rência a um modelo em Sua Palavra. Para o tabernáculo tudo devia ser feito segundo o modelo. Para o templo Davi recebeu das mãos do Senhor os detalhes da obra, até mes­mo o peso dos objetos de ouro. A Ezequiel mostrou o templo e forneceu o máximo de detalhes; mais que no templo de Salomão. É óbvio que Deus preocupa-se com os detalhes acerca da execução de Seu modelo.

Mas o que acontece hoje quando há fracasso, quando tudo que Deus tem instruído com respeito a Igreja não somente está faltando, mas até mesmo ignorado? Temos fracassado? Talvez pronto responderemos:

"Naturalmente que temos fracassado", isso porque sabemos que esta é a resposta correta. Com freqüência nós estamos mais interessados na resposta certa do que na ação correta.

Infelizmente, muitos que têm uma tradição de sólidos ensinos bíblicos a respeito daquilo que a Igreja deve ser são muitas vezes os mais relutantes em admitir que eles, dentro os demais têm fracassado em executar o plano que lhes foi confiado. É mais ou menos como se o que eles julgam conhecer da Verdade os capacitarão a mantê-la. Mas nada poderia estar mais longe da verdade!

A Ezequiel foi dito que a revelação do plano estava condicionada ao povo se envergonhar do precário estado em que eles se encontravam. Eles se distanciaram muito disso. Eles deviam confessar os seus pecados e reconhecerem os seus fracassos. Para isso, o comportamento deve ser afetado. Então, e somente então, é que eles poderiam apreciar o plano. É de alguma forma diferente hoje?

 

Profecia: O homem do pecado