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Referências para o estudo bíblico
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Referências para o estudo bíblico

Um auxílio para professores de escola dominical e amigos da Palavra de Deus.

DESCRIÇÃO DAS HISTÓRIAS DA BÍBLIA

* Os versículos indicados com asterisco deverão ser aprendidos de cor

  • Jesus com doze anos no templo
  1. Jesus fica no templo: Lc 2,41­45.
  2. Jesus é achado no templo: versos 46-50.
  3. A vida de Jesus em Nazaré: versos 51-52.

 

Explicação e ensinamentos:

Muito pouco nos é contado da infância e juventude do Senhor! 8a nos foi ocultada. A única menção que é feita está aqui. Todo varão israelita tinha o compromisso de ir três vezes ao ano a Jerusalém (Dt 16,16). (Após completar 12 anos, cada menino se tornava um "filho da lei" e assim podia participar das festas). Que alegria deve ter sido para o Senhor também poder ir junto agora (imagine como era a viagem! Cada vez mais peregrinos se juntavam à multidão, entoando os Salmos e hinos de louvor, e a paisagem era bonita). Com suas perguntas e respostas o Senhor Jesus ensinava os estudiosos da lei (* Is 11,2). Que bonito: o Senhor somente perguntava e respondia, mas não pregava. Era muito jovem para isso. - Aqui Ele menciona, pe­la primeira vez, o relacionamento entre Ele e o Pai. "Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?" Não são os palácios e os jar­dins de Jerusalém que atraem o seu coração, porém a casa do Pai" e sua Palavra (* SI 26,8; 84,1-2; SI 119,97-99 e 111). E como é bonito, que exemplo para todas as crianças é a sua obediência aos pais! (* CI 3,20).

 

  • A aparição de João Batista pregando arrependimento
  1. João prega arrependimento: Lc 3,1-6.
  2. João repreende a falta de fé: versos 7-14.
  3. João testemunha de Cristo: versos 15-18.

 

Explicação e ensinamentos:

A contagem de tempo vigente é a dos gentios, sob cujo domínio estavam os judeus. - Tibério, que sucedeu Augusto, reinou de 14 a 37 após Cristo. - O povo de Deus fora infiel; e toda a relação que havia entre Deus e Israel foi rompida; tudo era decadência. Os sumos sacerdotes já não eram mais da descendência de Arão, há muito tempo este cargo já não era mais hereditário e vitalício; o rei passou a ter valor simbólico, visto que os romanos eram senhores da terra. Herodes não tinha poder e nem ao menos era da casa de Davi (ou era idumeu ou edomita, portanto descendente de Esaú). Fazia tempo que não surgia um profeta. Vemos, pois, que sumos sacerdotes, reis, profetas... tudo se fora! Israel não tinha mais nada. - Mas Deus queria salvar o Seu povo e libertá-lo, baseado na Graça à qual livremente se prontificou, por intermédio das promessas (compare o cântico de Zacarias quando João nasceu e também o cântico de Simeão quando do nascimento de Jesus). Mas aonde aparece João; aonde vivia? Quais as suas vestes e alimentos? (Mc 1,4-6). João pregava o batismo para arrependimento (mudança de índole, conversão; compare com At 3,19). Quem se deixava batizar, declarava que cria nesta séria pregação, humilhava­-se e arrependia-se. - O testemunho veio de fora (deserto) porque todas as relações estavam rompidas; mas era de Israel que deveria vir a salvação para todos os povos (Lc 3,6). O verso 5 se refere à condição do coração humano. Para receber alguma autoridade importante, era costume nivelar e retificar os caminhos, visto que nem todos os caminhos estavam em bom estado; e aqui, quando da vinda do verdadeiro rei, os caminhos do coração também deveriam estar aplanados e livres. Do contrário, viria o juízo merecido (machado, fogo, joio e trigo). Mas Deus ainda podia suscitar filhos até de pedras (material sem vida: Ef 2,1). Cristo batizaria com Espírito Santo e com fogo (fogo, uma figura do poder que consome o mal: * Hb 12,29); mas o Espírito Santo vivifica e une a Deus. - João permanece afastado, de fora, mas em comunhão com Deus, e daí o poder de seu testemunho (falou a Herodes, aos fariseus, saduceus, soldados, publica nos e pecadores). Como é humilde! (Ele só é considerado a "voz", ou seja, uma fraca ferramenta de alguém que clama; nem é digno de desatar as sandálias do Senhor). - Veja o testemunho de louvor e honra que o Senhor lhe dá; veja também como é rejeitado pelo povo em Mt 11,7-18). (* Is 40,3).



10) O batismo de Jesus

Explicação e ensinamentos:

Jesus não podia se unir a um Israel sem Deus (a luz não combina com as trevas), podia, sim, fazê-lo com um remanescente arrependido e crente, que aceitou o testemunho de João Batista deixando-se batizar. Esta união promovida pelo Senhor é maravilhosa e motivada pela Graça (SI 16,3). Até mesmo o remanescente foi merecedor da ira e do juízo, mas o Senhor se identifica, se "faz um" com ele e intervém a seu favor (* Is 42,3). Mas isto o conduziu à cruz, aonde ocorreu a remissão pelo pecado. Foi assim que Deus ordenara (a lei e os profetas falam disto) e o Senhor foi obediente (* SI 40,7-8). Não foi o pecado, portanto, que motivou o seu batismo no Jordão, como os demais do remanescente, mas a Sua Graça para eles e Sua obediência à Palavra de Deus (nos convém cumprir toda a justiça). Esta obediência foi preciosa para Deus; abriram-se os céus e Deus deu testemunho a Seu respeito. Sobre a terra estava Aquele em quem Deus tinha todo o Seu prazer, a Quem toda a milícia celestial deu glória. Estava aqui para servir e glorificar a Deus, e para salvar ao homem perdido. Outro que dá testemunho da pureza, humildade e mansidão do Senhor é o Espírito Santo, que desce sobre Ele como pomba (veja que aqui não testemunha de poder e visando juízo, como quando, em Pentecostes, veio sobre os discípulos em vento impetuoso e fogo). - Ao mesmo tempo a descida do Espírito Santo no Jordão é o selo ou a confirmação de Deus ao ministério público de Jesus, o Filho de Deus. - Mais tarde, Estevão e Paulo em Espírito contemplaram o céu, para onde voltara Jesus; mas aqui é o céu que contempla a terra. Que objeto maravilhoso do amor, do prazer e do agrado do Pai é este que agora estava no meio dos santos sobre a terra! - Temos, aqui, no Jordão a primeira manifestação da triunidade de Deus. O Pai fala, faz com que Sua voz seja ouvida do céu que estava aberto; o Filho está ali; e o Espírito Santo desceu (2 Co 13,13).

 

10a) A tentação de. Jesus

  1. A tentação no deserto: Mateus 4,1-4.
  2. A tentação no pináculo do templo: v. 5-7.
  3. A tentação no monte muito alto: v. 8-11.

 

Explicação e ensinamentos:

Satanás não esperou muito tempo para se dirigir ao primeiro Adão com objetivo de tentá-lo e afastá-lo de Deus. Obteve sucesso pois levou o homem a desobedecer a Deus. Assim também, tão logo o Filho de Deus inicia a Sua aparição pública, ele se aproxima com o objetivo de desviá-lo de Deus. Jesus voluntariamente colocou-se em uma posição de dependência de Deus,

tomou-se homem, "o último Adão" (1 Co 15,45). E como tal precisava ser posto à prova. O fim desta prova é o mesmo de quando se prova ouro puro; este somente é provado para que os olhos notem a sua pureza, contudo não há perda de peso ou valor. E como talo Senhor foi provado. Aqui, se mostrou toda a Sua gloriosa perfeição como homem. Obediência perfeita. Manteve-se firme na Palavra de Deus e por meio dela abateu o inimigo. Tal como o ouro puro, após constante provação, Ele não sofreu prejuízo:

"Então Jesus, no poder do Espírito, regressou para a Galiléia". – “Tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados". Ele é um Sumo Sacerdote fiel e misericordioso, compreende-nos e ajuda-nos (* Hb 2,17-18).

Primeiro Satanás tira proveito de uma presente necessidade; o Senhor não comeu há 40 dias (o número quarenta frequentemente ocorre na Bíblia relacionado com a provação do homem; Moisés permaneceu 40 anos no deserto e também Israel; muitos reis também reinaram por quarenta anos). Em Sua fome o Senhor poderia ter ajudado a Si próprio, obtendo alívio da situação. Mas, em dependência, mesmo em fome ou aflição, o Senhor esperava pela palavra e pelo momento oportuno de seu Deus e Pai. - O objetivo da segunda tentação, foi demover o Senhor de sua humildade, pela promessa de fama e honra junto as pessoas (pináculo do templo).

Na última tentação, o tentador promete ao Senhor Jesus o domínio sobre todos os reinos, caso, prostrado, homenageasse ao "príncipe do mundo" (Jo 14,30) por esta posição. Agora, após a última e potente tentação, o Senhor Jesus ordenou que o grande opositor de Deus, Satanás, se retirasse. O que Satanás quis assegurar ao Senhor Jesus era que Ele poderia obter o domínio do mundo, e isto sem uma cruz, sem sofrimentos e morte; bastava querer aceitá-lo de sua mão (de Satanás). Mas o Senhor repele a Satanás, pois Seu desejo é tomar todas as coisas e reinos somente das mãos de Seu Pai, por meio de obediência até a morte, morte de cruz (FI 2,7­11; Dn 7,13-14). Somente desta forma é que pôde tornar-se o nosso salvador.

O Senhor Jesus venceu a Satanás pela Palavra de Deus (Ef 6,16-17) e sendo obediente. É nosso exemplo. - (Satanás também emprega a Palavra de Deus, porém não a aplica com fidelidade e nem corretamente; o Senhor promete guardar-nos, porém somente "em Seus caminhos"; e esta palavra Satanás já não menciona: compare SI 91,11 com Lc 4,10). Como não é importante vestir a armadura de Deus, permanecer em oração e reter a Palavra de Deus de todo o coração (* 1 Pe 5,8; * SI 119,11.110).

 

  • Os primeiros discípulos de Jesus
  1. O chamado de João e de André: João 1,29-39.
  2. O chamado de Pedra: v. 40­-42.
  3. O chamado de Filipe e de Natanael: v. 43-51.

 

Explicação e ensinamentos:

João reconhece no Senhor o Cordeiro (não o Messias dos judeus), "que tira o pecado do mundo" (não "pecados"), isto é, remove a maldição e o empecilho para que Deus pudesse se relacionar com os homens e que a Sua glória pudesse ser aqui manifesta. Assim, pois, Cristo há de reinar sobre esta terra, e um dia, numa nova terra, Deus poderá habitar aqui, tal como no céu (* Ap 20,6; 21,1-3). Deus é santo e não poderia contornar a questão do pecado; mas depois que o Senhor ofereceu o sacrifício na cruz, Deus dispõe de um justo argumento para perdoar e salvar a todo que em fé se aproxima com o coração arrependido. O Senhor Jesus veio como Cordeiro de Deus para a salvação de todos os homens, os judeus e as nações. Isto foi o que João Batista reconheceu e testificou (v.29). O próprio coração de João regozijava pelo conhecimento de Jesus, prova disto é o repetido testemunho perante seus discípulos (v.36, agora sem o complemento do v.29). Com isto o remanescente ia se firmando em Jesus, o que é motivo de grande alegria para João; ele diminuía, Jesus crescia; tal como convinha (João 3,29-30). André e João, discípulos de João Batista, seguiram ao Senhor. Assim também acontece com todo o coração que está desejoso por salvação, cujos olhos são abertos para reconhecer a Jesus, o Cordeiro de Deus. Estes discípulos O seguem, e ficam com Jesus (Jo 1,39). André, inferior a Pedro no ministério, é quem conduz ao Senhor. Assim, muitas vezes o Senhor usa ferramentas de menor valor para conduzir outras maiores para Si (compare também Barnabé e Paulo, em Jerusalém). - O nome "Cefas", dado a Pedro, indica para uma declaração que faria mais tarde; que somente baseado na fé e na confissão de que Jesus é o Filho de Deus (* Mt 16,16) alguém pode receber a vida divina e se reconciliar a Ele (* 1 Pe 2,4-5; 1 Jo 5,5) ­Filipe, ao terceiro dia, é chamado pelo próprio Senhor. Com o coração preenchido pela gratidão ele chama a Natanael, sentado debaixo da figueira (ilustração de Israel); mas Natanael tem dificuldade devido aos preconceitos contra Nazaré; tinha expectativas mais altivas quanto ao nascimento do Messias.

 

A base divina da verdade