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Paz com Deus
Paz com Deus

Paz com Deus

 

Caro amigo!

Você se queixa de não possuir "paz Constante", e que por isso praticamente não progride na verdade e no conhecimento do Senhor. Essa queixa, infelizmente, não é coisa muito rara, e tem sua origem na falta de conhecimento do Evangelho, e na confusão, que é feita, entre duas verdades distintas. Por essa razão, acho que, com a bênção do Senhor, posso lhe ajudar; porém, com a condição de que você medite profundamente naquilo que passo a lhe escrever ..

O seu problema me faz recordar de um outro caso, que há pouco tempo me preocupou: "você tem paz com Deus"? perguntei. A resposta foi: "não sempre". No seu caso, pois, e naquele que acabo de narrar, se confundem" A paz" , que já foi feita na cruz, com o "gozo dessa paz". Por outras palavras: Quando você está feliz no Senhor, você diz: "Agora tenho paz"; mas quando por alguma falta da sua parte, ou por provações, você fica abatido e triste, pensa que perdeu a paz.

Para poder fazer face a essas preocupações, você deveria refletir cuidadosamente sobre o que é base para a paz com Deus. É um lucro imensurável para a nossa alma, reconhecermos que este fundamento não está dentro de nós, mas fora. Então, iremos constatar que as nossas experiências nada têm a ver com a pergunta em questão.

Passemos agora para Rm 5:1.


Aí lemos: "sendo pois justificados pela fé. Temos paz com Deus. Por nosso senhor Jesus Cristo". Se agora examinarmos o contexto dessa passagem, encontraremos logo a fonte daquela paz, da qual fala.

Depois de o apóstolo haver explicado o meio pelo qual Abraão foi justificado por Deus, ele acrescenta: "Ora, não só por causa dele está escrito, que lhe fosse tomado em conta, mas também por nós, a quem será tomado em conta; os que cremos naquele que dos mortos ressuscitou a Jesus nosso Senhor; o qual pelos nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação. Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 4:23 - 5:1).

Por meio dessas passagens se evidencia que o único fundamento da paz com Deus se baseia na obra de Cristo. Depois que, por meio da obra de Cristo, foi colocado o fundamento; Deus declara que todo aquele que crê no seu testemunho e aceita que Cristo veio em graça, e tomou as necessárias providências para a salvação do pecador, está justificado. E, porque está justificado, tem a paz que foi feita pela morte de Cristo - Ele toma posse dessa paz. É, no entanto, notável que Cristo foi entregue pelos nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação. Isso significa que a ressurreição de Cristo é o constante comprovante da perfeição da Sua obra. Ela é um testemunho de que os pecados pelos quais Se morreu, desapareceram para sempre. Ela é também o comprovante de que todas as exigências de Deus a nós foram plenamente satisfeitas.

Porque, se Cristo foi entregue pelas nossas transgressões, e deixou a sepultura, sendo ressuscitado dentre os mortos, então é evidente que as transgressões pelas quais Ele morreu, foram tiradas. Caso contrário, Cristo seria ainda um prisioneiro da sepultura. Por isso, a ressurreição de Cristo é a expressão clara e nítida do contentamento de Deus, no que diz respeito à expiação, que foi consumada sobre a cruz.

Como já foi dito, a base única da paz com Deus foi posta pela morte de Cristo. A Bíblia sempre repete essa verdade. Lemos, por exemplo, que "fomos justificados pelo Seu sangue" (Rm 5:9) e que "Ele fez a paz pelo sangue da Sua cruz" (CI 1:20). Assim, foi Cristo quem estabeleceu a paz, e Ele o fez pela Sua morte expiat6ria. Essa morte confirmou todas as exigências de Deus ao pecador. O Senhor defrontou-se com essas justas exigências de Deus, e O glorificou em tudo. Por isso, Deus pode agora pedir ao pecador que se reconcilie com Deus (lI Co 5:20).

Com base naquilo que foi tão minuciosamente explicado, nasce aquela pergunta que é tão importante para a alma: "Creio eu no testemunho de Deus, sobre o Seu Alho e a obra que Se realizou? Se surgirem dificuldades em responder a tal pergunta, então, de momento, não poderá haver progresso. Um teste bem simples nos ajuda a responder honestamente a essa pergunta: em que se baseia a sua aceitação perante Deus? Em você mesmo; nas suas obras; na sua preferências ou nos seus merecimentos? Se o seu caso for dessa ordem, você não pode descansar na obra de Cristo. Mas se você confessa que por natureza está arruinado e perdido, sem esperança, e que você não espera em nada fora de Cristo e da Sua obra.

Supondo que você possa falar assim, eu, então, POSSO lhe afirmar que você tem paz com Deus, e que nada Pode tirar-lhe esta paz. Nenhuma modificação, nenhuma mudança de experiência - porque a paz é a sua posse imutável e inalienável (ou: intransferível). A Bíblia diz: "sendo pois justificados pela fé - e você afirma que crê -, "temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo". Todo o crente, no instante em que crê, está justificado, e absolvido de toda a dívida, e em Cristo é feito justiça de Deus (lI Co 5:21). Na qualidade de justificado, ele tem paz (com Deus), não em si mesmo (note bem isso!), mas paz por nosso Senhor Jesus Cristo. Esta paz que o justificado possui então, é a paz com Deus, que Cristo fez por meio do seu sacrifício expiat6rio. E, porque ela se situa fora de n6s, não Pode vacilar nem mudar. Está tão firme e inabalável como o pr6prio trono de Deus, pois temos visto que esta é a paz que Cristo criou, por meio da cruz. Aquilo que Ele fez, dessa maneira, não pode ser dissolvido. Por essa razão, esta paz é eterna. Ela é permanente, firme e eterna e é a porção de todo o crente. Portanto, se você se queixa de não ter paz constante, então está querendo dizer que não consegue se alegrar constantemente dessa paz, porque as suas experiências oscilam. Por isso é bom perguntar de que maneira o crente pode se alegrar de uma paz constante. A resposta é bem simples: "Pela fé". Se eu creio no testemunho de Deus, que diz que a paz é minha pela fé no Senhor Jesus Cristo, eu imediatamente me alegro.

Por meio de um exemplo quero elucidar essa realidade: Se alguém lhe comunicasse que por"meio do testamento de um parente, você se tornou dono de uma propriedade, o efeito que essa notícia provocaria em você, dependeria diretamente da confiança que você tivesse nela. Caso você duvidasse dela, você não demonstraria alegria. Quando, porém, você souber com certeza que aquilo é uma realidade, você dirá: "Esta propriedade é minha" . f: o que acontece com relação à paz com Deus. Se você crer no testemunho de Deus, que afirma que a paz foi feita pelo sangue de Cristo, então nenhum sentimento de tristeza, nenhuma consciência da própria inutilidade, nem alguma outra circunstância poderão lhe roubar a certeza dessa realidade. Você reconheceu que depende somente daquilo que um Outro fez. Portanto, o que precisamos para alegrarmo-nos. desta paz constante é uma confiança inabalável em Deus e na Sua Palavra.

A freqüente incerteza a respeito desse assunto provém, antes de mais nada, de olhar para dentro de si, em vez de olhar para Cristo. Quando olhamos para dentro de nós, fazemo-lo com o fim de descobrir algo que nos convença de que a graça tenha iniciado uma obra em nossa alma. O que precisamos é desviar de nós o olhar, para assim reconhecermos que a única base sobre a qual a alma pode se apoiar na presença de Deus é o precioso sangue de Cristo. Olhando para dentro de nós, e descobrindo a maldade da carne, começaremos a duvidar e a perguntar se não nos enganamos ao pensar que somos salvos. Desta maneira, Satanás confunde a alma, atormentando-a com dúvidas e temores, na esperança de poder, dessa forma, suscitar desconfiança da alma para com Deus, ou até mesmo levá-la ao desespero. O remédio mais eficiente para fazer frente a esses ataques de Satanás é apelar para o que está escrito na Bíblia. Nós deveríamos enfrentar a Satanás, quando das suas insinuações malignas, como o fez o nosso louvado Senhor, que quando foi tentado, respondeu a Satanás: "Está escrito": Assim, iremos descobrir que nada pode destruir o gozo da nossa paz, que foi feita pelo sangue de Cristo, e que se tomou nossa por meio da fé.

Se a sua dúvida tiver sido removida por meio dessas explicações, e você estiver libertado da preocupação consigo mesmo, então a sua alma e os seus pensamentos acharão calma para meditar na verdade da Palavra de Deus. "Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo" 1 Pe 2:2). Quanto mais você estudar a Bíblia na presença do Senhor, tanto mais você, por meio disto, será conduzido mais a uma profunda intimidade de comunhão com Ele. Quando você constatar a absoluta perfeição e glória de seu Senhor, desvendada e esclarecida pelo Espírito de Deus, então as suas afeições por Ele se farão cada vez mais profundas e mais íntimas; e o seu coração, que agora está constante, transbordará em adoração, quando prostrado aos Seus pés.

Dessa maneira, o seu lamento se transforma num Cântico de Louvor.

Dietmar Liese

 

Ofertando a Deus