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“ESTUDOS SOBRE A PALAVRA DE DEUS” - HEBREUS 5
“ESTUDOS SOBRE A PALAVRA DE DEUS” - HEBREUS 5

“ESTUDOS SOBRE A PALAVRA DE DEUS”

Tradução de Synopsis of the Books of the Bible- John Nelson Darby

 

EPÍSTOLA AOS HEBREUS – CAPÍTULO 5

 

A epístola desenvolve em seguida o Sacerdócio do Senhor Jesus, comparando-o com o de Aarão, mas, como veremos, mais para evidenciar as diferença do que a semelhança, embora haja ali uma analogia geral entre eles, e um tenha sido a imagem do outro.

     Encontramos esta comparação nos versos 1 a 10; depois, embora a base do raciocínio seja amplificada e desenvolvida, a continuação deste é interrompida até ao fim do capítulo 6, onde prossegue a comparação com Melquisedeque, e onde é verificada a mudança da lei, consequência da mudança de sacerdócio. Isto introduz as alianças e tudo o que se refere às circunstâncias dos Judeus.

Portanto, o sacerdote, tomado de entre os homens (nesta passagem o Espírito de Deus não fala de Cristo, mas sim daquele com o qual Ele O compara), é estabelecido para os homens em coisas que dizem respeito a Deus, para que ele ofereça dons e sacrifícios pelos pecados, sendo capaz de sentir as misérias dos outros porque ele mesmo está rodeado de fraquezas, e é por isso mesmo que oferece sacrifícios tanto por si mesmo como também pelo povo. Além disso, esta não é uma honra que alguém pode tomar para si, pois é outorgada, tal como foi a Arão, àqueles que são chamados por Deus (v.4). Mais adiante· a carta trata dos sacrifícios. Aqui ela fala da pessoa do sacerdote e como o sacerdócio era ordenado.

O Cristo, portanto, não se glorificou a Si mesmo para que viesse a Se tomar sumo sacerdote. A glória de Sua pessoa, tal como Ele sendo homem manifestou aqui sobre a Terra, bem como também a glória de Seu ministério como sacerdote, são ambas claramente indicadas aqui. A primeira delas é quando Deus diz: "Tu és meu Filho, Eu hoje Te gerei" (SI 2), e a segunda com as palavras: "Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque" (SI 110). Logo este é, tanto segundo a Sua glória pessoal como também segundo a glória de Seu ministério, o sumo sacerdote, o Messias anelado, o Cristo.

Mas Sua glória, ainda que Lhe assegure Sua posição de honra diante de Deus - isto é consequência da redenção - de modo que Ele pode tomar a Seu cargo a causa do povo na presença de Deus e segundo a Sua vontade, não O aproxima das misérias do homem. É a Sua história sobre a Terra que nos faz sentir o quanto Ele é, de fato, capaz de tomar parte nas nossas enfermidades. "Nos dias da Sua carne", isto é, neste mundo, Ele entrou em todas as agonias da morte, na dependência de Deus, e apresentando o Seu pedido Àquele que podia salvá-LO da morte; porque neste mundo, vindo para obedecer e para sofrer, não Se salvou a Si mesmo. Submeteu-Se a tudo, obedecia em tudo e dependia de Deus para tudo.

Ele foi ouvido por causa da Sua piedade. Era conveniente que Aquele que tomava sobre Si a morte, como respondendo pelos outros, sentisse todo o peso da morte sobre a Sua alma. Ele não quis nem escapar às conseqüências do que tinha empreendido (ver capitulo 2), nem faltar ao justo sentimento do que significava encontrar-Se assim sob a mão de Deus em Julgamento. O Seu temor era a piedade, a justa avaliação da posição em que o homem pecador estava e do que Deus Lhe devia infligir em conseqüência disso. Mas, para Ele, sofrer as conseqüências dessa posição era a obediência. E esta obediência devia ser perfeita e suportada até ao fim.

Ele era o Filho glorioso de Deus. Mas, embora o fosse, devia aprender a obediência (porque, para Ele, obedecer era uma coisa nova). Devia, por tudo o que tinha sofrido, aprender o que era a obediência no mundo. Em seguida, tendo merecido toda a glória, devia tomar o seu lugar de Homem glorificado - ser consumado, levado à perfeição máxima - e nessa posição tornar-­se o autor de uma salvação eterna (e não de libertações simplesmente temporais) para aqueles que Lhe obedecem; o autor de uma salvação que seria em relação com a posição que Ele tinha tomado em seguida à Sua obra de obediência, sendo proclamado por Deus "Sumo Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque”.

O que se segue, até ao fim do capítulo 6, é uma parêntesis que se refere ao estado daqueles a quem a epístola é dirigida. Eles são censurados pela lentidão da sua inteligência espiritual, e ao mesmo tempo encorajados pelas promessas de Deus, tudo em relação com a sua posição de Judeus crentes. Depois é retomado o fio da' instrução a respeito de Melquisedeque.

Atendendo ao tempo decorrido, eles já deveriam poder ensinar; todavia, tinham necessidade de que alguém Ihes ensinasse os rudimentos dos oráculos de Deus - tinham necessidade de leite em vez de alimento sólido.

Podemos notar que o maior impedimento ao progresso na vida e na inteligência espirituais é a ligação a uma antiga religião (que, sendo tradicional, e não simplesmente a fé pessoal na verdade, consiste sempre em ordenanças e é, por conseguinte, carnal e terrestre). Podemos ser incrédulos, fora dessas influências tradicionais; mas sob a influência de um sistema semelhante, a própria piedade se consome nas formas e é uma barreira entre a alma e a luz de Deus. E essas formas que envolvem, preocupam e prendem as afeições impedem­-nas de se expandirem e de se iluminarem por meio das revelações divinas. Moralmente, como o autor da epistola o exprime aqui, não temos "os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal".

Ora o Espírito de Deus não quer limitar-Se ao círculo estreito e aos fracos e fúteis sentimentos das tradições humanas, nem mesmo às verdades que somos capazes de receber em semelhante estado. Cristo não tem o lugar que Lhe pertence, quando a alma está sujeita a uma tal ordem de coisas. É o que esta epístola desenvolve aqui.

O leite é para os pequeninos, o alimento sólido para os adultos. Esta infância é o estado da alma sob as ordenanças e regulamentos da lei (ver Gálatas 4:1 e seguintes). Mas havia uma revelação do Messias em relação com esses dois estados da infância é do homem adulto; e o desenvolvimento da palavra de Justiça, das verdadeiras relações práticas de uma alma com Deus, segundo o Seu caráter e segundo os Seus caminhos, cumpre-se na medida da revelação do Cristo, porque Ele revela esse caráter e é o Centro de todos esses caminhos. É por isso que a epístola fala, no capítulo 5:12 e 13, dos rudimentos, do início dos oráculos de Deus e da palavra de Justiça; e no capítulo 6:1, da Palavra do princípio, ou dos primeiros princípios, de Cristo.

 

Referências para o estudo bíblico - Um auxílio para escola dominical