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As Parábolas do Reino de Deus
As Parábolas do Reino de Deus

Referências para o estudo bíblico

Um auxílio para professores de escola dominical e amigos da Palavra de Deus.

  • As Parábolas do Reino de Deus

Introdução: Por que o Senhor se apresenta como semeador?

Deus havia operado em Israel, durante muitos séculos, por intermédio da lei, dos sacerdotes e dos profetas. Quando, pois, veio o Senhor Jesus, procurando fruto, não o achou. Israel o rejeitou (veja tópico 30) e duas vezes disse a respeito dEle, que Ele estava operando pelo poder de Satanás (Mt 9,34; 12, 24). Que terrível! E os líderes do povo formaram conselho contra Ele para o matarem (12,14). Diante disso, o Senhor anuncia o juízo (Mt 12, 41-42). Ele descreveu-lhes a triste sorte que os esperava (Mt 12, 43­45). O Senhor excluiu todos os vínculos de parentesco (Mt 12, 48-50), e começa tudo de novo, a saber, começa a semear a semente no mundo, semente que iria frutificar(Mt 13,1-3). Ele "saiu da casa", figura que se refere a Israel, e assentou-se à beira-mar. "O Lago" ou "A Água", uma figura do mundo ou das nações (compare Ap 17,15). Ainda compare esse redirecionamento de Jesus - dos judeus para as nações (todos os não - Judeus) -Mt 21, 33-43.

Por que Jesus ensinava por parábolas?

O obstinado povo de Israel não quis, nem devia entender o que Ele falava. Isso era um juízo (Mt 13, 13; Jo 12, 37-40). As coisas santas não se dão aos cães, nem as pérolas aos porcos. Porém, havia um restante de Israel que cria. Estes até então não entendiam os mistérios, isto é, as verdades manifestadas a respeito do Reino dos Céus (Cap. 13,35). Tinham, contudo, o desejo de conhecê-las. A estes o Senhor explicava as parábolas (Mt 13,36; Mc 4,33). Traga à memória das crianças a coluna de nuvem, no deserto: para o Egito esta representa escuridão e para Israel, claridade. Assim acontecia com as parábolas do Senhor Jesus. Por isso, também, a exortação:

"Quem tem ouvidos, ouça" ou "vede como ouvis" (Marcos 4, 24).

 

  • A Parábola do Semeador
  1. A Parábola: Mt 13,1-9.
  2. A resposta aos discípulos do porquê o Senhor falava por parábolas: v. 10-17.
  3. A explicação das parábolas: v.18-23.

Explicação e ensinamentos: a primeiro tipo de solo é tão duro que a semente não pode penetrar. a segundo, macio, mas não profundo: 'A semente nasce logo, porque a camada de terra é fina e por isso rapidamente esquentada pelo sol; mas não há profundidade para as raízes, e por essa razão logo seca. a terceiro tipo de chão é profundo, mas não é puro, é cheio de erva daninha que rouba a ventilação, luz e alimentação da semente. a quarto tipo é macio, profundo e puro. Tão diversos são também os corações das pessoas. Existem:

  1. (Beira do caminho) Corações duros: A palavra de Deus, que é a semente, é boa, adaptada a todas as necessidades da natureza e à situação do coração. Mas o homem não deixa

a palavra operar. Por exemplo:

Faraó, os fariseus e outros ­Satanás vem e rouba a palavra. Porem o responsável é o homem, pois quando Deus fala, o homem deve ouvir ou atender.

  1. (Solo rochoso) Corações levianos: A Palavra inicialmente produz alegria no coração (comente sobre as preciosas promessas: perdão, paz, vida eterna, tornar-se filho de Deus, glória, etc ... ). Contudo a consciência não foi atingida. A alma nunca se reconheceu na sua culpa e no estado de perdição, e não se arrependeu; por isso decai quando aparece a tribulação. A palavra não é guardada (Lc 11 :28).
  2. (Entre os espinhos) Corações divididos ou impuros:

Nesse caso há ilegalidade ou desonestidade. Tais pessoas têm conhecimento de sua culpa, têm entendimento sobre a salvação em Cristo, mas os cuidados, as riquezas e paixões sufocam a semente. Por exemplo: Félix ­Atos 24, 24-27; a jovem rico ­Marcos 10, 22.23; Judas Iscariotes.

  1. (Boa terra) a coração acessível e honesto: A Palavra é recebida e compreendida. A alma se reconhece a si mesma e a Deus em Cristo (*Jo 17: 7-8). Exemplos:

Paulo, Udia, o carcereiro de Filipo, Cornélio e muitos outros.

  • Do Joio no meio do Trigo.

 

  1. A parábola: Mt 13, 24-30.
  2. A explicação: v. 36-43.

Explicação e ensinamentos:

O Senhor Jesus, rejeitado pelos judeus, deixa de pregar o evangelho do Reino vindouro (compare Mateus 4: 17 e 9:35). Ele lança agora a semente sobre o mundo inteiro - para todos, portanto, não só para Israel. "O campo é o mundo" (v.38). Qual é o resultado desta semeadura, confiada à mão do homem durante a ausência do Senhor? A resposta encontramos nestas três parábolas.

O Senhor anuncia a Palavra de Deus pura (a boa semente); daí Ele vai ao céu, e deixa o cuidado e continuação deste trabalho aos homens. O diabo se aproveita do desleixo do homem (que dorme), e semeia o joio, isto é, o mal. O joio, uma erva parecida com o trigo, é difícil de distinguir. O trigo representa, em primeiro lugar, a Palavra pura e a doutrina pura: depois é, também, comparável às almas vivificadas pela palavra: "Os filhos do Reino". O joio representa, em primeiro lugar, a doutrina falsa; em segundo lugar é comparável às pessoas enganadas por essa doutrina: "Os filhos do maligno". O joio e o trigo (os "maus" e os "filhos do Reino") crescem juntos no mundo (v.30). O homem não pode nem deve fazer uma separação.

"O Reino dos céus" permanecerá uma mistura, até à vinda do Senhor - Por que os servos não devem limpar o campo? Ele nem sequer tiveram condições para impedir a penetração do mal, como teriam capacidade e direito para exterminá-lo? Os anjos farão esse serviço (v.41 e 42).

"Por ocasião da ceifa" significa o espaço de tempo em que se cumprem os acontecimentos relativos à ceifa, portanto, próximo do final desta dispensação (da Igreja) e do tempo da Grande Tribulação. O Joio é atado em fardos e guardado neste mundo; o trigo (a Igreja, ou os verdadeiros filhos do Reino) é recolhido ao céu. Mais tarde, por ocasião da vinda do Senhor, antes do reino, os maus serão consumidos. O mundo, digo a terra (especialmente Israel), será purificada por meio de juízos, antes que venha o reino, no qual Cristo há de reinar [no milênio, quando o reino será fisicamente estabelecido aqui na terra ­combinar Isaías 26, 9-25 (segunda parte) e Salmos 96,13].

Infelizmente muitos aplicam esta parábola à Igreja, e não como devia ser, à Cristandade professante, o "Reino dos Céus". Por que isto é errado? O campo é o mundo, no qual a Palavra foi pregada (não é a Igreja); a Igreja deve excluir os maus do meio dela (* 1 Co 5: 6. 7.13). A Igreja, ou a Assembléia, na verdade, faz parte do "Reino dos Céus", mas não é

  • "Reino dos Céus" - aquilo que
  • Senhor proibiu no verso 29, a Igreja Romana fez. Ela quis extirpar os cristãos (por eles tidos como hereges) deste campo ("o mundo"), e com isso queimou o trigo, como por exemplo testifica a morte de muitos mártires da fé.
  • A Parábola do grão de mostarda e do fermento
  1. Do grão de mostarda: Mateus 13:31-32.
  2. Do fermento: v.33.

Explicação e ensinamentos:

O que é hoje o reino dos céus? É a cristandade professante. Ela era inicialmente quase insignificante, mais pequena que tudo aquilo que se tornou grande neste mundo. Mas ela se tornou uma árvore grande. A árvore, na Palavra de Deus, é a figura de uma potência ou de um poder (tal como os Assírios: Ezequiel31: 3

e Nabucodonosor: Daniel 4: 10). Como as aves procuram abrigo à sombra das árvores, assim os povos gentios (ou pagãos) procuram hoje abrigo junto aos grandes poderes da cristandade professante. As nações cristãs são as que governam a terra e conquistaram outros povos para si. - Será que essa configuração do Reino dos Céus é condizente com a vontade de Deus? Não, o que o Senhor quer nos explicar pela parábola é como o "Reino dos Céus" se desenvolve sob o regime do homem. O mesmo acontece no caso da parábola seguinte, a do fermento.

O fermento, quando nomeado na Bíblia, é sempre uma figura do mal (Leia Mt 16:6; 11:12; Lc 12: 1). "Lançai fora o fermento velho" (1 Co 5:6-8 e GI5:8). Por ocasião da Páscoa não podia haver fermento em todos os termos de Israel. O fermento que uma mulher tomou e o introduziu em três medidas de farinha, nos lembra a perdição e o mal, que o inimigo provocou no "Reino dos Céus" (na Cristandade), misturando filosofia humana e doutrinas maléficas no meio do doutrina Cristã, pura, revelada na Palavra de Deus. Quanto esse evangelho puro foi misturado com estatutos e mandamentos! Quantas heresias há hoje na Cristandade! Milhões são enganados pela doutrina do purgatório. Quantos aprendem que é pelas obras que se recebe a salvação! Ensina-se também que pelo batismo ocorre o novo nascimento. Ensina-se ainda, que por meio da confissão de pecados, perante homens (no confessionário) e por meio do eucaristia, se recebe o perdão dos pecados, e que homens podem outorgar a outros o Espírito Santo, etc. Quanto fermento!

Resumo das três parábolas:

  1. Joio no meio do trigo: o Reino dos Céus transformado num sistema que consiste de uma mistura de bons e maus.
  2. Grão de mostarda: a aparência exterior do Reino dos Céus; a Cristandade (o "mundo cristão") se tornou um Reino do Mundo.
  3. Fermento: A situação interna do Reino dos Céus; a Cristandade transformada num sistema religioso corrompido por doutrinas ímpias ou anti-bíblicas.

*Os versículos indicados com asteriscos deverão ser decorados.

 

As Festas do Senhor - Adoração