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As festas do Senhor (parte 5)
As festas do Senhor (parte 5)

As festas do Senhor (parte 5)



5- FESTA DAS TROMBETAS


"E Jeová falou a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, dizendo: No sétimo mês, ao primeiro do mês, tereis um descanso, um memorial com sonidos de trombetas, uma santa convocação. Nenhuma obra servil fareis; e apresentareis uma oferta queimada a Jeová" (v. 23-25, Versão New Translation).

Antes de mais nada é interessante notar que estas três festas ocorrem todas no sétimo mês. Isto aponta para a introdução do reino visível de Deus em relação a Israel. A festa das trombetas no primeiro dia do mês é o começo, em Israel, desse grande evento. Temos uma referência a essa festa na pormenorizada instrução concernente ao feitio e uso das trombetas de prata de Números 10. Se recorrermos a esse capítulo para alguma ajuda na explanação sobre essa festa, encontraremos que há pelo menos cinco ocasiões nas quais estas trombetas foram tocadas.

 * (N. do Tradutor: A época da Igreja e a época do reino milenar para Israel)

"Para convocares a congregação" (v.2). Essa era a primeira ocasião do seu uso. O fato de que estas trombetas foram feitas de prata sugere que, quaisquer que sejam as comunicações que Jeová fizer, Ele as fará com base na redenção. No sermão de nosso Senhor, como registrado por Lucas - um  sermão de eventos coincidentes com a festa das trombetas ­ouvimos o Senhor dizendo sobre certos eventos, "porque a vossa redenção se aproxima" (Lc 21:28). Comparando este com a narrativa de Mateus do mesmo sermão, lemos: "E ele enviará os seus anjos com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus" (Mt 24:31). Isto é a resposta à convocação· da congregação. Ademais, eles são chamados à redenção como a prata indicaria.

"Para a partida dos arraiais" (v.2). Esta era a segunda ocasião do seu uso. Ao primeiro alarme partem os arraiais da banda do oriente e ao segundo alarme partem os arraiais da banda do sul, vs. 5 e 6. O movimento de partida dos arraiais em direção à terra prometida é indicado aqui.

"Mas, quando tocar uma só, a ti se ajuntarão os príncipes, os cabeças dos milhares de Israel" (v. 4). Aqui, os lideres do povo ajuntam-se a Moisés e recebem quaisquer que sejam as comunicações divinas que Jeová tenha para eles por meio de Moisés.

"Quando na vossa terra sairdes a pelejar contra os opressores que vos apertam, também tocareis as trombetas a rebate, e perante o Senhor vosso Deus haverá lembrança de vós, e sereis salvos de vossos inimigos" (v.9). Aqui, a intervenção de Deus para libertá-los dos inimigos que invadem a terra está claramente declarada.

"No dia da vossa alegria, e nas vossas solenidades, e nos princípios dos vossos meses, também tocareis as vossas trombetas sobre os vossos holocaustos, sobre os vossos sacrifícios pacíficos, e vos serão por lembrança perante vosso Deus: Eu sou o Senhor vosso Deus" (v.10). Isto aponta para o tempo quando eles celebrarão sua libertação e gozo na presença de seu Deus. Agora julgamos que a festa das trombetas envolverá todos estes elementos.

Primeiro, haverá o despertar da nação, o que conduzirá a uma convocação de toda a congregação. Isso parece indicado pelas palavras de nosso Senhor em Mateus 24. Outra vez isso conduzirá a um concentrado movimento em direção à terra, como o lugar de sua herança. Lideres de mulheres de Israel terão seus ouvidos abertos a ouvir o que Deus tem a dizer-lhes e passarão adiante essa palavra ao pregar o evangelho do reino. Então acontecerá a invasão da terra como predito por muitos dos profetas. Eles clamarão a Jeová seus Deus, e Ele então se lembrará e os salvará de seus inimigos. Então virá o tempo da alegria; o cumprimento das festas; isso será a solenidade deles; eles uma vez. mais ficarão perante Deus na base da aceitação - o holocausto; e serão restabelecidos em comunhão com seu Deus - a oferta pacífica. Naquele dia será visto publicamente que Jeová é o Deus deles.

Números 10 não é o único lugar onde se pode achar ajuda quanto à festa das trombetas. Uma interessante associação é encontrada no Salmo 81. "Tocai a trombeta na lua nova, na lua cheia, dia da nossa festa." Muitos dos eventos que temos olhado em Números 1 O são vistos aqui, mas a idéia principal no Salmo é o livramento de seus inimigos. A lua nova tem em vista a restauração de Israel como a nação principal. A lua não tem ainda surgido, mas brevemente eles surgirão outra vez e tomarão seu lugar como a nação principal. A trombeta tocará na lua nova - ela os conduzirá para dentro, como era antes.

Mais uma associação que podemos fazer é com Isaías 18:3. "Vós, todos os habitantes do mundo, e vós moradores da terra, quando se arvorar a bandeira nos montes, olhai; e quando se tocar a trombeta, escutai." Neste curto capítulo, a reintegração de Israel de volta a sua terra está tão claramente dita que pouco necessita ser falado a respeito. Israel há muito tem sido "um povo de homens altos, de pele brunida e poderosa". Os rios demarcam os estados governamentais, como visto nas nações. As nações governamentais têm despojado a terra de Israel e ainda a despojarão. Eis o porquê termos no livro de Apocalipse quatro vezes juízo sobre os rios. Mas Jeová, o Deus deles, julgará estes rios e as terras às quais eles pertencem; Israel será liberto e restaurado; a lua nova surgirá e Israel então tomará o seu lugar como a cabeça e não como cauda das nações. Esse será o tempo da festa dos Tabernáculos, da qual a festa das Trombetas é o começo.

Voltando ao nosso capítulo e festa, é útil notar que a palavra "memorial" aqui significa "uma lembrança". É a mesma palavra usada para as doze pedras retiradas do Jordão. Não trará muitas coisas à lembrança de Israel no momento de seu despertar? "Ao primeiro do mês" indica um novo começo. Não no primeiro mês como quando Deus primeiro os retirou do Egito, mas o sétimo mês, o seu segundo novo começo. Neste dia, eles têm "um descanso".

Eles não farão obra servil, mas terão uma santa convocação. Isso parece indicar que vem um momento quando eles renunciarão às coisas com que estão hoje tão ocupados: comerão e política. Então, no descanso, eles terão tempo para rever sua posição aos olhos de Deus; isto trará muitas coisas à lembrança deles, porque cremos que o tocar da trombeta de lembrança indicará Deus falando a eles. Ademais, Jeová obterá Seu legítimo lugar entre eles outra vez, como indicado na "oferta queimada a Jeová". Eles serão despertados, animados (Ez 37) e a congregação começará a se mover em direção à terra. É o chamado de Deus a Israel no último dia, que enfim os salvará e os reestabelecerá na terra da sua herança. Não obstante, antes desse feliz momento para Israel chegar, Deus tem de tratar com eles, e isso toma-se evidente em nossa próxima festa.

 

6. FESTA DA EXPIAÇÃO

"E falou Jeová a Moisés, dizendo: Também aos dez deste mês sétimo será o dia da expiação; será para vós uma santa convocação; e afligireis as vossas almas, e trareis uma oferta queimada a Jeová" (v. 26-27, Versão New Translation).

Se na festa das trombetas temos o c1aríssono chamado de Deus despertando-os para a glória deles já há muito perdida, nesta festa aprendemos que isto produzirá neles um arrependimento nacional. Uma referência ao décimo sexto capítulo de Levítico mostrará a associação com esta festa e o que está registrado ali. Verdadeiramente, é o ritual do capítulo 17 que está em foco aqui. Uma leitura cuidadosa dos detalhes desse grande capitulo mostrará isso em figura; temos a obra de Cristo retratada de uma maneira tríplice. No novilho - a propiciação pela congregação. No bode - a propiciação por Israel. Mas, junto com o sangue do bode que era aspergido sobre o propiciatório, temos uma visão da reconciliação de todas as coisas. Temos esse sangue no Santíssimo Lugar, v. 15 . Também temos o sangue purificando o santuário e a tenda da congregação, v.16. Então temos ambos, o sangue do novilho e o do bode, aspergido no Altar que estava no Pátio. Isto em figura é a reconciliação de todas as coisas. Uma comparação de Levítico 16:33 e Colossenses 1:20 clareia essa ideia. Este extraordinário capítulo tem em vista a reconciliação de todas as pessoas e todas as coisas, que ainda participarão no grande dia da manifestação de Cristo, da congregação de Israel e de todas as coisas. Mas, até o momento, só a Assembléia (Igreja) tem experimentado esta bênção. O fundamento de tudo foi feito na cruz; no entanto, a Assembléia (Igreja) é o único grupo que até agora tem conseguido essa bênção. Israel é o próximo que a obterá e com eles todas as coisas; pela ordem do capítulo, está claro que a Assembléia é a primeira, visto em Aarão e seus filhos que a sós foram absolvidos no sangue do novilho. Depois Israel, cujos pecados foram absolvidos no sangue do bode. Então, o santo lugar, o tabernáculo e o altar, todos vindo debaixo da eficácia do sangue, trarão as coisas à reconciliação. O espaço impede de entrarmos numa discussão do interessante assunto da reconciliação de todas as coisas, mas ela é claramente vista em figura em Levítico 16.

Na ordem das festas, temos agora apresentado o tempo para Israel tomar posse de seu lugar, como provido na morte de nosso Senhor sobre a cruz. Há muito a obra foi concluída, mas eles ainda têm que compreendê-la e obter a bênção dela quando se converterem de coração ao Senhor, 2 Co 3:16. As instruções sobre essa festa nos mostram o que os caracterizará naquele dia. Devemos, contudo, notar isto. No capitulo 25, temos a consideração do grande dia do JUBILEU. Um dia quando a trombeta soará (v. 9) "e tornareis cada um à sua possessão, e cada um à sua família" (v.10). Agora a trombeta do jubileu soará no décimo dia do sétimo mês, coincidindo com a festa da expiação. Isso então é o que está evidente para Israel quando eles se converterem de coração a Jeová.

"E nesse mesmo dia nenhuma obra fareis; porque é um dia de expiação, para fazer expiação por vós perante Jeová vosso Deus" (v.28, Versão New Translation).

Há duas importantes coisas mencionadas nessas instruções para essa festa, e ambas são mencionadas três vezes. Elas são aflição da alma e nenhuma obro. Aflição da alma é claramente o arrependimento. Não precisa­mos procurar muito na Palavra para encontrar o que esse arrependimento produzirá. Temos somente que recorrer a Zacarias 12:10-14. Aqui, o arrepen­dimento do remanescente, que terá a eleição da graça (Rm 11:5), é visto em sua mais ampla característica. Davi - a linhagem real, Natã - a linhagem profética, Levi - a linhagem sacerdotal, Simei - o povo em geral; todos estarão envolvidos naquele dia e nenhuma posição privilegiada impedirá de arrependerem-se aqueles que desejam a bênção de Deus. Os frutos adequados para o arrependimento serão produzidos, Lc 3:8.

Um outro lugar, bem conhecido de todos os nossos corações, descreve-nos aquela aflição da alma, Is 53. Aqui, a história de nosso Senhor, Seu nascimento no mundo, Sua rejeição e morte sobre a cruz, tudo vem perante nós. Lemos d'Ele no verso 2, crescendo perante Jeová como uma tenra planta. Um Israel seco e infrutífero, crescendo em cada fase da humanidade; perante Jeová. Começando o Seu ministério público, sem nenhuma forma dominante, nenhuma dignidade externa, nenhuma beleza - coisas calculadas para atrair o homem carnal. Conseqüentemente, eles não O desejaram, v.2. Devido ao Seu humilde nascimento e andar, eles O desprezaram. Dores e padecimento foram Sua porção. D'Ele os homens ocultam o rosto; como desprezado de todos os lados, nenhum dos líderes fez caso d'Ele em absoluto. Por que era Ele um Homem de dores e sabia o que era padecer? Porque no amor de Sua alma por aquela mesma nação que O rejeitou e O crucificou, Ele levou as suas dores com graça, ao passo que os curava a todos, Mt 8:17. Ademais, intensa como foram as dores em Sua vida, elas foram insignificantes comparadas com as dores do Getsêmani e da cruz. Quando, afinal, movendo a mão daquele fraco Pilatos, eles O viram suspenso no madeiro, o que eles pensaram d'Ele? Eles O reputavam por aflito, ferido de Deus e oprimido v.4. Isso foi o que eles pensaram e disseram d'Ele, nos dias de Seu profundo sofrimento. Mas no dia quando afligirem suas almas, seus olhos serão abertos para ver a verdade. Aquele a quem eles consideraram um impostor; Aquele a quem eles tentaram fazer Deus amaldiçoar ao pendurá-LO no madeiro; sim, Aquele que eles disseram que estava morrendo porque Deus estava contra Ele - "nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido"; naquele dia eles dirão: "Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões". Eles uma vez pensaram que Ele foi traspassado pela Sua própria transgressão, mas naquele dia do seu arrependimento eles saberão e reconhecerão que Ele foi traspassado pelas transgressões deles. Que mudança! Que aflição! Que arrependimento!! Eles aprenderão que Jeová fez cair sobre Ele a iniquidade de todos eles, v.6. Aqui está a grande resposta a Aarão levando os pecados do povo perante Jeová, no grande dia da expiação. Essa aflição da alma os capacitará a abrir os seus olhos para ver isso e, ao voltarem em arrependimento a Deus, obterem, finalmente, o benefício daquilo que Cristo fez por eles quando O pregaram na cruz.

A outra ordem "nenhuma obra", os livrará de qualquer intento de desenvolver uma justiça própria por si mesmos. Quão cuidadosamente Deus declara esta ordem! Como Israel outrora, que descansava no dia da expiação, assim será com o remanescente. Aarão fez tudo que havia para fazer naquele dia quando ele entrou sozinho, com o sangue, e espargiu o propiciatório.

"Porque toda alma que não se afligir nesse mesmo dia, será eliminada do seu povo" (v.29, Versão New Translation).

Está aqui em questão a parte descrente da nação. Enquanto um restante voltará ao Senhor, e igual aos irmãos de José, dirão:

"Na verdade, somos culpados, no tocante a nosso irmão" (Gn 42:21), ademais os rebeldes entre os filhos de Israel, aliados ao Anticristo, recusarão serem afligidos e, conseqüentemente, serão cortados. Os eleitos repousarão, ou seja, serão livres de cada consideração, e a sós com Deus toda a sua história pecaminosa se apresentará diante deles e eles a confessarão a Deus. Duas coisas então acontecerão para a bem-aventurança deles. Eles serão trazidos para desfrutar da redenção que está em Cristo Jesus - a resposta ao sangue no propiciatório. E eles serão reintegrados publicamente como o povo de Jeová - a resposta ao bode expiatório. T em sido frequentemente salientado que·em Levítico 16 nenhuma menção é feita de um novilho expiatório. O novilho por Aarão e sua casa apresenta Cristo e a Congregação. Já que a congregação nunca teve nacionalmente um lugar perante Deus, consequentemente, nenhum novilho expiatório é necessário. Israel ainda tem que ser devidamente posto perante Deus e nacionalmente perante o mundo. Eles uma vez mais preencherão, naquele dia, seus lugares como o povo de Deus. Isso nos leva à nossa última festa no capítulo que considera este dia quando a nação, estabelecida no reino, regozijar-se-á perante Jeová seu Deus.

 

continua em As festas do Senhor (parte 6)