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As festas do Senhor (parte 3)
As festas do Senhor (parte 3)

As festas do Senhor (parte 3)

Davison

UMA EXPOSIÇÃO SOBRE AS FESTAS DO VELHO TESTAMENTO

 

4 - PENTECOSTE
(Nova Festa do Manjares)

"E contareis da manhã seguinte ao sábado, do dia em que trouxerdes o feixe da oferta movida; sete semanas inteiras serão. Até a manhã seguinte ao sétimo sábado, contareis cinqüenta dias; e apresentareis a Jeová nova oblação" (v. 15-16, Versão New Translation).

Aqui chegamos à tão conhecida festa do Pentecoste-cinqüenta dias como significa a palavra. Nota-se outra vez que, tal como a festa dos pães asmos surge da páscoa como a seqüência imediata dela, assim é com esta festa da "Nova Festa de Manjares", que surge do Feixe das Primícias. "A manhã seguinte ao sábado" é a maravilhosa manhã do dia da ressurreição e aqui está onde começamos a contar para esta festa. A nova oblação, então, tem uma direta ligação com Cristo, contando a partir da manhã de Sua ressurreição. Se nos voltarmos para o cumprimento desta festa como mencionado em Atos 2, imediatamente aprendemos o que é aquela direta ligação. É a associação pelo Espírito com um ressurreto e glorificado Cristo. Agora mais uma vez perguntamos, porque é isto? Isto é para que possam ser reproduzidas neste mundo as características de Cristo.

Ele era a "oblação". Pelo Espírito nós somos "a nova oblação”.

Deus tem trabalhado para reproduzir as características de Cristo num grupo neste mundo, ligado pelo Espírito com Cristo no lugar para o qual Ele foi. É admirável que Cristo veio neste mundo, manifestando tudo que o Homem seria para a satisfação e glória de Deus. Sendo quem Ele era, o Filho não podia fazer diferente. Mas que Deus possa e reproduza essas mesmas características abençoadas em criaturas como nós é um considerável triunfo de Sua graça, sabedoria e poder. Esta é a nova oblação. Nós somos isto, o grupo cristão, selado pelo Espírito, ligado com Cristo em glória e manifestando essas características perfeitas da humanidade, vistas em nosso Senhor quando esteve neste mundo. E, à medida que manifestamos essas características, ministramos satisfação ao coração de Deus, pois esta é uma das festas estabelecidas de Jeová. Assim procedemos com esta festa:

"Das vossas moradas trareis dois pães para serem movidos, de duas dízimas de farinha fina; com fermento serão cozidos; (como) primícias a Jeová" (v. 17, Versão New Translation).

O primeiro ponto que notamos neste verso é a natureza desta oferta. É "farinha fina". Essa é a mesma da oferta de manjares que foi oferecida com feixe movido e a mesma palavra usada em Levítico 2 para oferta de manjares. Uma nota de rodapé de J.N.D. nos diz que "farinha fina" é "a parte mais fina da farinha de trigo". Vimos anteriormente que o feixe movido seria cevada; agora, à medida que consideramos o efeito nesta oferta, temos o trigo introduzido. Não nos lembra isso outra vez que estamos ligados com um Cristo glorificado pelo Espírito, o qual, no cumprimento desta festa, veio sobre o grupo cristão como registrado em Atos 2? Não podemos nem poderíamos aceitar o pensamento de Cristo glorificado nesta passagem em Levítico; no entanto, agora sabemos que é o que tem acontecido e isso pode desvendar um pouco desta verdade embutida aqui em figura. Esta farinha fina então seria a natureza de Cristo que opera nos santos pelo Espírito. Desse modo formando a "oferta de manjares" de Levítico 2, ela seria para mostrar o "Segundo Homem (que) veio do céu" (1 Co 15:47, Versão New Translation). Tal como a farinha fina forma a "no­va oferta de manjares" de Levítico 23, ela é a natureza daquele Homem celestial formada nos santos, a fim de que Seu caráter seja visto neles como uma "festa a Jeová". Cristo agora não é somente o "Segundo Homem (que) veio do céu", Ele é aquele mesmo Homem glorioso, no céu. Mas tudo que O marcou em Sua perfeita humanidade, quando esteve neste mundo, tem sido formado hoje nos corações do povo de Deus pelo Espírito, a fim de que isto possa uma vez mais ser evidenciado para o presente deleite de Deus.

Na farinha fina temos a natureza dessa oferta apresentada; na próxima declaração que vamos mencionar - duas dízimas de um efa temos a medida. Mencionamos atrás um ponto sobre o qual passamos no v. 13, considerando ali a ob1ação. Lemos que ela era também "duas dízimas de um efa". Outrossim, se recorrermos ao capítulo 24:5, encontramos que os doze pães da Proposição eram também duas dizimas de uma efa de "fina farinha de trigo" . Aqui, como bem sabemos, as doze tribos de Israel estão em foco. A oblação no v.13 é Cristo pessoalmente, o Segundo Homem (que) veio do céu - "duas dízimas de farinha fina amassadas com azeite". A nova oblação é a formação daquelas características nos cristãos hoje em dia, a mesma medida - "duas dízimas de um efa de farinha fina", v. 17. Os doze pães da proposição tem em vista o dia quando Israel uma vez mais representará Deus neste mundo, depois que a Igreja tiver ido para a glória, e aqui de novo a medida é a mesma - "cada um dos quais será de duas dizimas" (Lv 24:5). Seguramente nós vemos aqui o pensamento de Deus em formar o Homem Jesus, em Sua natureza e caráter nos cristãos hoje em dia, e depois em Israel também, quando os cristãos estiverem em glória. No mundo vindouro, tanto no grupo celestial como no grupo terrestre, Cristo, o Segundo Homem, será visto em todos, como o fruto da obra de Deus. Parece ser o pensamento de Deus encher o universo com as características daquele perfeito, glorioso e glorificado Homem. Cristo será tudo em todos.

"Duas dizimas de um efa."

Dez, como é bem conhecido, é o número de responsabilidade do homem. Em "duas dízimas" vê-se essa responsabilidade de duas maneiras. Entendemos que isso significa amor a Deus e amor ao homem. Em Gênesis 3, vemos, no fracasso de Eva e depois no de Adão, pecado contra Deus. Então, no capo 4, com Caim e Abel, o pecado contra o homem. É nessa dupla conta que o homem encontra-se culpado perante Deus. Quando a Lei foi dada a Israel, esses dois objetivos foram a súmula da lei. Verdadeiramente, o Senhor mesmo disse que destes dois - amor a Deus e amor ao homem -"depende toda a lei e os profetas" (Mt 22:34-40). Dos dez mandamentos, quatro deles focalizam a responsabilidade para com Deus e seis deles para com o homem. Agur tinha isso em vista em sua profecia, furtando do homem e tomando o nome de seu Deus em vão (Pv 30:9). Ainda a outro foi dado ver a verdade disto numa visão. "Porque qualquer que furtar será expulso segundo a maldição, e qualquer que jurar falsamente será expulso também segundo a mesma" (Zc 5:3). Aqui vemos em visão o fracasso de Israel em relação ao pacto de ambos os lados, e o juízo veio sobre eles como uma conseqüência. Quando nosso Senhor esteve aqui, lemos d'Ele como o servo de Jeová, "Foi do agrado do Senhor,... engrandecer a lei, e fazê-la gloriosa". Assim, lemos no maravilhoso discurso no monte, como registrado em Mateus 5-7, quatorze vezes o Senhor dizer "Eu vos digo". "Ouvistes que foi dito aos antigos". - a lei; porém "vos digo" ­engrandeceu. Ou isto, "Amarás o teu próximo. e odiarás o teu inimigo" - a lei; porém "Eu vos - digo: amai os vossos inimigos"­engrandeceu. Ele não a reduziu nem a diminuiu; Ele a engrandeceu e a confirmou; e, então, tendo-a engrandecido além de sua original reivindicação, satisfê-la em cada parte, guardou-a, honrou-a e glorificou a Deus em relação a ela. "Foi do agrado do Senhor... engrandecer a lei, e fazê-la gloriosa" (Is 42:21).

Veja como isso foi cumprido. mesmo para a morte de nosso bendito Senhor. No Evangelho de João, duas mensagens de Seus próprios lábios mostram como Ele expressou Seu amor a Deus e ao homem. "Contudo, assim procedo para que o mundo saiba que eu amo o Pai e que faço como o Pai me ordenou. Levantai-vos, vamo-nos daqui" (Jo 14:31). "Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos" (Jo 15:13). Amor a Seu Pai e amor a Seus amigos perfeitamente expressados. quando Ele sacrificou Sua vida por ambos. De um lado para a glória do Pai e do outro pela necessidade dos Seus. Nem podemos limitá-lo só aos Seus, porque, em Seu amor por toda a humanidade, Ele morreu por todos na cruz. 2 Co 5: 14. Isso seria a resposta às "duas dízimas de um efa”.

"Com fermento serão cozidos." Agora sabemos que o fermento era estritamente proibido na "oblação". Porém, aqui ele é integrante. Fermento - uma figura de pecado na carne - nunca formaria uma parte em qualquer coisa apresentada em Cristo na sua humanidade. Ele era" o Ente Santo" (Lc 1:35). Mas. o fermento era misturado com "a nova oferta de manjares". pois esta fala de nós. O que chamamos de condições mistas do crente. Graças a Deus há algo do caráter da farinha fina em nossas almas; no entanto, sabemos tão certamente que o fermento está ali também. A experiência de Rm 7, a qual todos nós teremos que resistir, prova este ponto - o bem e o mal em conflito. O fermento é sempre uma figura do mal, como podemos verificar olhando os vários lugares onde é mencionado no Novo Testamento. "Fermento que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha" (Mt 13:33). Entendemos isso ser Idolatria Zc 5:5-11. (O efa é a mesma medida das três medidas da parábola do fermento em Mt 13:33). O "fermento dos fariseus" - hipocrisia - "e saduceus" ­infidelidade, (Mt 16:6). O "fermento de Herodes"­mundanismo, (Mc 8: 15). Paulo usa a mesma figura em 1 Co 5:6. Aqui ele é claramente uma prática maligna. Ele o mencionou novamente em GI 5:9. Aqui ele é doutrina maligna. Seis vezes temo-lo em seguida no Novo Testamento. e cada caso num mau sentido. Agora. foram alguns desses males encontrados em Cristo? Nenhum, como veremos. Idolatria - "Ao teu Deus adorarás. e só a ele darás culto" (Mt 4:10). Hipocrisia "Então lhe perguntaram: Quem és tu? Respondeu-lhes Jesus: Que é que desde o princípio vos tenho dito?" (Jo 8:25). Infidelidade - "A Escritura não pode falhar" (Jo 10:35). Mundanismo - "Eu venci o mundo" (Jo 7:16). Prática maligna - "Quem dentre vós me convence de pecado?" (Jo 8:46). Doutrina maligna - "O meu ensino não é meu, e, sim, daquele que me enviou" (Jo 7:16). Mas, se cada uma dessas características malignas estava ausente n'Ele, elas estão todas presentes em nós. Foi dito dos pães para serem "cozidos”. Assim, o fogo anularia a ação do fermento. Então o Espírito desceu no dia de Pentecostes, distribuindo línguas como que de fogo. O Espírito do Deus vivo neste capítulo é o poder para anular estas tendências malignas que estão em nós como resultado do pecado. Somente quando o fermento é assim mantido neutro é que vêm à luz as marcas da farinha fina. Então é que será vista a nova oferta de manjares.

"Primícias a Jeová." Lemos anteriormente que o feixe movido era as primícias e que se referia ao Cristo ressurreto dentre os mortos, 1 Co 15:20. Aqui temos outra "primícia". A primeira cremos ter ligação com a sega de cevada. A segunda com a sega de trigo. A sega de trigo e a nova oferta de manjares são colocadas juntas em Êx 34:22. "Também guardarás a festa das semanas, que é a das primícias da sega do trigo." Este verso estabelece o pensamento de que sega do trigo era sete semanas depois da de cevada. A sega de cevada tem sua resposta no Cristo ressurreto dentre os mortos e o segundo tem sua resposta na formação da Igreja pelo Espírito Santo de Deus. Assim, lemos "para que fôssemos como que primícias das suas criaturas" (Tg 1:18). Se então Cristo é a primícia como ressurreto dentre os mortos; a Igreja é a primícia para Deus de todos os que ainda serão introduzidos na bênção como o fruto da obra de Cristo. Israel tem ainda de vir para a bênção, e, quando eles vierem, uma parte das nações gentias será também introduzida através deles, contudo a Igreja é a primícia e o único grupo que ainda se encontra nessa bênção. Tiago tinha em vista a porção cristã da nação judaica que, separada da nação pela aceitação de Cristo, já estava desfrutando da bênção de Deus. Este é o grupo ao qual todos nós que temos aceitado a Cristo como nosso Salvador pertencemos - judeus e gentios agora são um no âmbito cristão.

"Das vossas moradas."

Aqui está onde a nova oferta de manjares é para ser produzida. Não na convocação, mas nas

moradas. Onde é então para Cristo ser visto em nós? No circulo de responsabilidade no qual nos movemos. É muito fácil, fazer coisas certas e dizer coisas certas, quando nos encontramos coletivamente, mas é em nossas moradas onde o teste dessas coisas realmente entra em cena. Se recorrermos a Colossenses 3, veremos como as características de Cristo aparecem nos três grandes círculos, nos quais todos nós descobrimos nossa vida.

O grande ponto nesse capitulo é o despir-se do velho homem e vestir-se do novo. Foi-nos dito para fazermos isso, v. 9-10. Mas, temos nós nos revestido do novo homem? Essa é a exortação. Que O novo homem é Cristo, caracterizado nos santos pelo Espírito, este capítulo mostra, pois cada característica do novo homem é uma reprodução de Cristo, o Segundo Homem. Nunca é dito que Cristo é o novo homem, Ele é o Segundo Homem; no entanto, cada traço do novo homem veio primeiro n'Ele. Não é tanto Cristo pessoalmente, mas Cristo caracterizado nos santos pelo Espírito, que é chamado de novo homem. Cremos ter uma forte ligação com a nova oferta de manjares que está diante de nós.

Quais são então as obras do novo homem? Santidade, amor, misericórdia, bondade, humil­dade, mansidão, longanimidade, 3:12, paciência e perdão, v.13. E olhe a medida do perdão - "Assim como o Senhor vos perdoou". Você diz: Posso perdoar assim? Você pode! As duas dizimas de um efa de farinha fina são formadas em sua alma pelo Espírito. Não tivesse eu a natureza de Cristo, não poderia perdoar como Cristo, mas o fato de que me é dito para fazê-lo prova que posso.

Assim temos que ser distinguidos pelo amor, o vinculo da perfeição; deixar a paz de Deus governar em nossos corações e em nossas vidas, e termos espírito de gratidão ao nosso Deus pela Sua graça e misericórdia para conosco dia a dia, vs. 14-15. Isso envolveria contentamento com tais coisas, à medida que as temos. A palavra de Cristo é para ter seu lugar em nossos corações, a fim de que sejamos ricos em sabedoria e assim capazes de ensinar e admoestar uns aos outros. Foi dessa maneira que nosso Senhor ajudou os discípulos. Então, em uníssono, quer seja com Salmos - aquilo que é experimental; hinos - louvando o nome de Deus; cânticos espirituais - cantando as verdades doutrinais, e tudo como resultado da graça no coração, louvando ao Senhor, v.16. "E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai" (v. 17). Este é, então, o primeiro âmbito de vida onde a nova oferta de manjares é para ser vista - no campo cristão.

Um outro âmbito é-nos apresentado nos versos 18-21. Aqui temos o campo de ação da família, aquele que mais condiz com as "moradas". Agora, como podemos aplicar esses vários relacionamentos a Cristo? É uma pergunta freqüentemente feita aqui. Sabemos que Ele nunca teve um relacionamento marital ou paterno, tal qual o de esposa, marido e pai. Como então poderia a Sua vida neste mundo ser-nos um exemplo? Desse jeito:

"Esposas, sede submissas aos próprios maridos". Submissão foi visto em Cristo. "Maridos, amai as vossas esposas." Amor foi visto em Cristo. "Filhos, em tudo obedecei a vossos pais." Obediência foi visto em Cristo. "Pais, não irriteis os vossos filhos." Graça foi visto em Cristo. Estas são as marcas da Nova Oferta de Manjares, vistas no circulo da família.

Terceiro, temos o âmbito do trabalho. Os servos devem ser obedientes e destacar-se pela fidelidade v. 22-25. Os senhores devem ter justiça e equidade para com seus servos, capo 4:1. Todas essas glórias morais foram vistas em Cristo. Tal deve ser em todos os campos de ação, tanto no âmbito cristão como no circulo da família e no círculo de trabalho; as características de Cristo devem ser vistas em cada relacionamento. Assim, as duas dízimas de um efa de farinha fina estarão em evidên­cia, mesmo se o fermento ainda estiver em nós, embora mantido no lugar de morte no poder do Espírito de Deus. Os dois pães indicariam que esta nova comunidade é formada de judeu e gentio. Não tanto como o mistério que dificilmente entraria nestas passagens típicas, mas como o novo grupo visto em um certo lugar, como Romanos 15. Esse que é coletivo embora não seja incorporado.

"E oferecereis com o pão sete cordeiros sem defeito, de um ano, e um novilho, e dois carneiros; eles serão holocausto a Jeová com a sua oblação, e as suas libações, por oferta queimada de aroma agradável a Jeová" (v.18, Versão New Translation).

Cada oferta que Deus tem introduzido para retratar alguma característica de Cristo é apresentada com essa nova oferta de manjares. Holocaustos; oblação; sacrifício pacífico; oferta pelo pecado e libações estão todos aqui. Não sugere isto que temos aqui um grupo num bom relacionamento com tudo que Cristo tem efetuado através de Sua morte na cruz? O que quer que Ele tenha realizado para a glória de Deus ou para a bênção do homem este grupo permanece num bom relacionamento perante Deus. Ademais, eles estão divinamente equipados para compreender tudo isto e dar uma resposta a isto para a satisfação de Deus. Vivemos num tempo quando Deus Não apenas claramente declara o que Se tem feito e que está fazendo com o resultado da obra de Cristo, mas Ele tem nos dado capacidade de tomá-la e de dar uma resposta a Ela para Sua glória e satisfação própria, agora. Amado, que lugar de favor é o nosso, todas essas ofertas apresentadas com o pão.

Sem voltarmos ao que já consideramos em relação a essas ofertas, há algumas novas características que devemos observar. Todas as ofertas nesse verso são ditas para serem "aroma agradável". Isso apresenta aos nossos corações o que Cristo sempre foi em Sua senda de obediência até a morte, em submissão à vontade de Seu Pai.

O novilho fala de Seu paciente sofrimento. Nenhuma vez ele se desviou, antes, prosseguiu firmemente até que a vontade de Deus fosse cumprida na cruz. Que deleite deve ter sido para o Pai. Nem provação, nem dificuldade jamais O desviou. "Eu faço sempre o que Lhe agrada" (Jo 8:29). Se sofreu a contradição dos pecadores contra Si mesmo; no entanto, nada O desviou. Os dois carneiros falam de Sua devoção à vontade de Deus.

O novilho apresentaria Seu poder em cumprir essa vontade, mas o carneiro o Seu desejo de cumpri-la. "Com a sua oblação" falaria outra vez de Sua perfeita humanidade, a qual deu toda a eficácia ao que Ele fez, quando selou Sua senda de perfeita obediência ao morrer na cruz. A Iibação outra vez mostraria a alegria que Deus tem extraído do fruto daquilo que Cristo tem realizado. Nós, amados, permanecemos associados com tudo isso, porque eles foram apresentados "com pão".

"E sacrificareis um bode para oferta pelo pecado, e dois cordeiros de um ano para um sacrifício de oferta pacifica" (v. 19,Versão New Translation).

Olhando um momento atrás, é bom notar que não temos menção de uma oferta pelo

pecado no feixe movido. Isso fala sobre a bendita história da qual o pecado foi tão efetivamente tratado na morte de Cristo, que ficou sepultado para sempre em Sua ressurreição. Sua morte removeu o pecado e a Sua ressurreição é o testemunho de que para sempre está acabado, Rm 4:25; 8:34. No Cristo ressurreto dentre os mortos, a questão do pecado para nós está de uma vez por todas resolvida, Hb 9:28; 10:12. Porém uma oferta pelo pecado é apresentada aqui por causa de nossa condição mista. A provisão está feita, por causa do fermento, a fim de que este grupo seja mantido em boa aceitação. Se alguém incorrer em pecado, "temos advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo" (1 Jo 2:1). "E sacrificareis um bode." Se é oferecido, seu sangue aspergido e nós ficamos absolvidos perante Deus. Isso é para nos dar ousadia em nosso serviço para Deus. "Um bode". Em Êxodo 12, lemos: "Podereis tomar um cordeiro ou um cabrito." Por que tão regularmente nesse capítulo tomamos um cordeiro e o cabrito é completamente ignorado? Os israelitas tinham opção entre um carneiro e um cabrito. Por quê? Acreditamos que um é a contraparte do outro. No cordeiro vemos prefigurada a voluntariedade de nosso Senhor para morrer, mas no cabrito temos prefigurada Sua habilidade para morrer. Frequentemente tem sido salientado que Moisés esteve disposto a morrer pelo povo, mas ele não era hábil, Êx 32: 32. Paulo também pareceu estar nesta posição em Rm 9:3, mas aqui, outra vez, não obstante disposto, ele não era hábil. Bendito seja Deus! Cristo tanto esteve disposto quanto foi capaz. Ele corres­pondeu tanto ao cordeiro como ao cabrito. Há um lindo hino que começa assim: "Cordeiro PASCAL, por Deus designado". Por que não um hino "Cabrito PASCAL, por Deus designado"? Cremos ser uma contra partida muito necessária. É então o cabrito e não o cordeiro que é aqui apresentado.

 

Continua em As festas do Senhor (parte 4)