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As Festas Do Senhor (Parte 2)
As Festas Do Senhor (Parte 2)

As Festas Do Senhor (Parte 2)

 

3- FESTA DOS FEIXES MOTIVOS - (Festa das Primícias)

"E Jeová falou a Moisés e disse: Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrardes na terra que vos dou e segardes a sua messe, então trareis um feixe das primícias da vossa messe ao sacerdote" (v. 9-10, Versão New Translation). 

Na festa da páscoa temos a morte de Crist0 apresentada diante de nós como o elemento que sofreu o juízo de Deus a nosso favor. Então, essa festa dos pães asmos, que nasce dela, sugere o nosso despojamento do mal pelo qual Cristo morreu. O poder para lançar o mal para fora de nós é encontrado quando nos alimentamos do verdadeiro pão asmo, o Próprio Cristo. Assim, tomemo-nos iguais a Ele e saiamos neste mundo com as marcas da sinceridade e da verdade estampadas em nós; a velha vida posta de lado e retirada a malícia e corrupção, como feitos do velho homem. A festa do mover dos feixes nos traz agora a ressurreição de Cristo dentre os mortos. Uma nota de rodapé da palavra feixe por J.N.D. nos diz que ela significa um ômer. Se nos voltarmos para Êxodo 16:32, lemos: "Dele enchereis um ômer e o guardareis para as vossas gerações". Isso é Cristo como visto no maná. Um ômer de maná e um ômer das primícias. O que isso significa? O mesmo bendito Homem que veio a este mundo em forma humana e morreu numa cruz em obediência à vontade de Deus foi levantado de novo dentre os mortos e vive para a glória de Deus. Louvado seja o Seu nome! Este "mesmo Jesus" levantado dos mortos para a glória do Pai é o começo de uma inteira nova ordem de coisas como o fruto do conselho de Deus. Desse modo lemos, "Quando entrardes na terra". Eles não tinham terra no Egito, nem no deserto, mas esta festa os vê como além do Jordão e na herança que Deus lhes deu. Amados, a ressurreição de Cristo nos tem aberto a vasta herança celestial além do poder da morte. Não é de se admirar que Pedro nos diga que ela é incorruptível- a morte não pode tocá-la; sem mácula - o pecado nunca a arruinará; imarcescível- o tempo nunca a findará. Cremos que onde quer que obtenhamos a ressurreição de Cristo, alguma coisa nova é aberta para nossas almas. Paulo também nos fala em Efésios 1: 1­11 da grandeza de tudo que é nosso nos lugares celestiais em Cristo. "A terra que vos dou" mostra que nós não a merecemos, mas que ela é a dádiva soberana de Deus para a bênção de nossas almas. A terra é d'Ele, contudo, Ele no-Ia dá e somos chamados para desfrutar dela na ressurreição de Cristo. É digno de nota em Efésios 1, como freqüentemente lemos em referência a Deus, Ele, Seu e Sua.

Entendemos que esse feixe ou ômer seria de cevada, pois cevada prefigura a ressurreição de Cristo e trigo a Sua glória celestia1. Em João 6 é-nos dito que os cinco pães eram feitos de cevada - o único evangelista que nos diz isso é também o único que nos fala do grão de trigo, cap.12. Está claro que a ressurreição é o pensamento no capo 6:39,40,44,54. Também pensamos que a glória celestial é o tema no cap. 12:24, 25. A ceifa de cevada em Israel era sete dias antes da ceifa do trigo. Nós acrescentamos aqui uma nota da pena do conhecido escritor judeu Dr. Edersheirm. "Já aos quatorze do mês de Nissan, o lugar de onde o primeiro feixe era para ser ceifado tinha sido marcado por delegados do Sanedrim, atando em fardos, enquanto ainda permanecia em pé, a cevada que estava para ser cortada" (The Temple and its Ministry - O Templo e seu Ministério). Veremos um pouco mais disso adiante.

"O feixe das primícias" então é Cristo levantado dentre os mortos como lemos em 1 Co 15:20, "Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo Ele as primícias dos que dormem". Então este feixe era levado ao sacerdote. Essa é a primeira alusão de um sacerdote no capítulo. Um sacerdote é alguém que foi santificado para aproximar-se da presença de Deus. Por que traz aqui o sacerdote? Não é para mostrar que na ressurreição de Cristo o caminho foi aberto para aproximação da presença de Deus? Essa é uma das coisas novas que mencionamos antes como realizadas pela Sua ressurreição; um caminho aberto para a aproximação da presença imediata de Deus. Jesus é tanto o Apóstolo como o Sumo Sacerdote da nossa Confissão, Hb 3: 1. Além disso, lemos no capítulo 9:12: "entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas". Ele é a resposta ao sacerdote e, como ressurreto dentre os mortos, Ele é a resposta para o ômer nas mãos do sacerdote. Ele vive um Grande Sumo Sacerdote na presença de Deus; a verdadeira oferta movida para o permanente prazer de Deus.

"E ele moverá o feixe perante Jeová, para que sejais aceitos. No dia imediato ao sábado o sacerdote o moverá" (v. 11, Versão New Translation). 

Um outro grande pensamento nos é apresentado aqui:

Aceitação. Nós levantamos os olhos e vemos esse HOMEM glorificado na presença de Deus, na plenitude brilhante do favor divino, e à medida que ali O olhamos fixamente, pensamos naquele maravilhoso verso: "ele nos concedeu gratuitamente no Amado" (Ef 1:6). E os nossos pecados agora? Continuamos olhando-O ali fixamente e pensamos outra vez: "segundo Ele é, também nós somos neste mundo" (1 Jo 4: 17). O fato de Cristo ter sido levantado dentre os mortos mostra que Ele está diligentemente levando a efeito tudo que Sua morte tem assegurado para a glória de Deus e para a bênção do homem. Ele foi para Deus; o sacerdócio foi posto em funcionamento e o homem em aceitação, e assim o caminho está aberto para o acesso através do véu, para que o serviço de Deus na adoração sacerdotal possa seguir.

"E oferecereis naquele dia, quando moverdes o feixe, um cordeiro sem defeito, de um ano, em oferta queimada a Jeová; e a sua oblação será duas dízimas de farinha fina amassada com azeite, oferta queimada para Jeová, de aroma agradável; a sua libação de vinho será de um quarto de him" (v. 12-13, Versão New Translation).

Nessas ofertas, apresentadas juntamente com o feixe das primícias, nós temos apresentado em tipo tudo que foi efetuado para a glória e prazer de Deus na vida de nosso Senhor; tudo isso foi efetuado em Sua morte eficaz e tudo estabelecido em Sua ressurreição dentre os mortos. Se é para obtermos completo benefício de tudo que Deus tem assegurado através da encarnação de Seu Filho, a vida, a morte e a ressurreição de nosso Senhor devem ser mantidas unidas em nossos corações como três partes de um grande todo; e todas vistas juntas e tendo uma resposta gloriosa no Filho, um HOMEM glorificado, à destra de Deus. "Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas" (Ef 4:10). Foi a vida perfeita sem pecado de nosso Senhor que deu à Sua morte toda a sua eficácia e a resposta para tudo isso que agora é visto em Cristo em glória. Todos esses aspectos são propostos na passagem acima citada, conforme esperamos demonstrar aqui.

"Um cordeiro." Este obviamente traz perante nós a Humanidade de nosso Senhor.

Há algumas vezes em que uma fêmea é trazida como uma oferta e fala de Cristo (Lv 4:28; Nm 19:2), porém aqui é um macho. Talvez seja na fêmea que a morte de Cristo seja vista mais a nosso favor, enquanto no macho a morte de Cristo é mais em relação a Deus. Um cordeiro nos fala de Sua submissão à vontade de Deus como tão claramente ensina Isaías 53. Isso veio a ser um título divino de nosso Senhor como tão bem sabemos. "Eis o Cordeiro de Deus. " Quão poucas vezes temos nos deleitado em tomar este título nos lábios em verdadeira adoração. E, ainda, temos alguma vez considerado o porquê não ter sido o Novilho de Deus; ou o Bode de Deus, mas o Cordeiro de Deus? Que Abraão tinha isso em mente nós bem sabemos, mas no grande dia da expiação foi um novilho para a casa de Arão e um bode para Jeová e para o povo. É este titulo, o Cordeiro, contudo, que é escolhido. Acreditamos que a razão é, como já temos afirmado antes, que ele apresenta a submissão e obediência de nosso Senhor à vontade de Seu Pai. No entanto, esses assuntos são dignos de serem repensados, porque todos estes animais apresentam aspectos distintos da obra de nosso Senhor . Tão grande e extensiva tem sido esta obra que uma espécie de animal não é suficiente para demonstrá-la em todos os seus detalhes. Aqui, é o Cordeiro, Sua submissão à vontade de Seu Pai, como graficamente retrata o jardim de Getsêmani.

"Sem defeito." Isto traz perante nós a perfeição da humanidade de nosso Senhor. Uma mancha é algo que está presente e não deveria estar. Um defeito é algo ausente que deveria estar presente. No primeiro, é alguma coisa supérflua. No segundo, é alguma coisa faltando, Lv 21:8. Notamos aqui que é para ser sem defeito. Nada é dito sobre uma mancha. É antes, para mostrar que cada justo atributo a ser encontrado no homem foi encontrado em Cristo. Os nove frutos do Espírito para serem vistos agora em nós foram todos evidentes em Cristo aqui embaixo neste mundo. Poderíamos dizer que estas nove marcas apresentam perfeita humanidade, pois são certamente a reprodução em nós, pelo Espírito, de tudo aquilo que em Cristo foi manifestado quando neste mundo submeteu-se à humanidade; e sempre Ele andou para a glória de Deus. Ele, na Sua humanidade, era perfeito em todo atributo - sem defeito, GI 5:22­-23.

"De um ano." Isto fala de Cristo como o filho primogênito de Maria. Obviamente, somente como sendo o seu filho primogênito é que o nascimento virginal foi possível, Lc 2:7. Parece que o nascimento virginal de nosso Senhor é guardado até mesmo em figura, como temos aqui.

"Uma oferta queimada a Jeová." Este tipo de oferta tem sempre em vista a devoção de nosso Senhor à vontade de Deus, mesmo até a morte. Segundo o nosso conhecimento do primeiro capítulo do livro de Levítico, a oferta queimada. era toda para Deus. Não é tanto o Seu tratamento com o pecado que está em foco, mas Sua obediência à vontade do Pai. Não é tanto a necessidade de remover o pecado, mas de levar a efeito para o prazer de Deus. "Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade" é a oferta queimada, SI 40:7-8; Hb 10:7. Observe como em SI 40, "agrada-Me" é mencionado, enquanto na citação em Hb 10, "agrada-Me" é omitido. A razão para isso é que no SI 40 se enfatiza a oferta queimada, enquanto em Hb 10 a ênfase recai sobre a oferta pelo pecado. Sempre foi um prazer para o Filho fazer a vontade do Pai no caráter de oferta queimada, mas não Lhe agradava ser feito pecado no caráter de oferta pelo pecado. Por isso, quando o pecado está em foco, o "agrada-Me" é omitido. Então, em nossa passagem, é a oferta queimada que é trazida com o feixe movido - o que Cristo é como tendo proporcionado o deleite de Deus, pela Sua morte na cruz.

"A oblação." Nisto temos a vida de Cristo. O significado de oblação é oferta de comida. Isto podemos ver em João 6. O Senhor fala de Si mesmo neste capítulo como pão, e pão com três caracteres distintos. "O pão de Deus." Isto é o que Ele é para o coração de Deus. "Pão vivo". Isto é o que Ele é em Si mesmo. "Pão da vida." Isto é o que Ele é para nós. Como oblação neste mundo, Ele encheu o coração de Deus; Ele tinha vida em Si mesmo; Ele dá vida a todos que se apropriam d'Ele por fé. A oblação era para ser "amassada com azeite", o que prefigura a concepção de nosso Senhor pelo Espírito. Se conhecemos de outras passagens que "ungido com óleo" aponta para as margens do Jordão onde nosso Senhor foi ungido publicamente, então "amassado com azeite" aponta para Sua santa concepção pelo Espírito em Seu nascimento virginal. Assim, a oblação aqui nos lembra do Filho de Deus em Sua perfeita humanidade neste mundo sob o olhar de Deus.

"Farinha fina." Isto nos fala da textura do Seu ser na humanidade. A palavra para farinha fina é realmente "A parte mais fina da farinha de trigo" (Lv 2: 1. Notas de rodapé J.N.Darby). Tem sido dito que nada havia de característica em nosso Senhor (J.G.Bellet). Ele era perfeito em todos os atributos. Nenhum traço de Sua humanidade destacou-se em detrimento de outro. Tudo era perfeitamente combinado n'Ele. Com farinha, quanto mais duramente se moer, quanto maior pressão, tanto mais fina a produção. Assim era com o nosso Senhor. Onde Lhe foi aplicado dura pressão? No jardim de Getsêmani. O que isso produziu? "Não se faça a minha vontade, e, sim, a tua." Conosco, pressão usualmente gera garra, tornando o nosso lado menos evidente mais evidente; só que com Ele isso apenas serviu para colocar mais em evidência Sua perfeita humanidade. Também, o fato de que era farinha de trigo nos lembra que Ele era "o segundo homem (que) veio do céu". Ele deu um toque ce1estial em tudo que fez e disse. Desse modo esta oblação de farinha fina amassada com azeite nos leva em pensamento à santa concepção de nosso Senhor, seguida pela Sua vereda perfeita de obediência, onde todo atributo da humanidade era vista n'Ele como sempre dando prazer ao coração de Deus. A medida da "porção de duas dízimas" deixamos para outro momento, pois a teremos mais adiante em nosso capítulo.

À luz de tudo isto, podemos querer saber por que é que Cristo foi ressuscitado dentre os mortos e Lhe foi dado o mais alto lugar na glória de Deus? Quem poderia ser mais digno daquele lugar? Todo atributo de perfeita humanidade foi visto n'Ele da manjedoura à cruz. Sua impecável perfeição; Sua obediência à vontade de Deus - a qual O levou à cruz, a oferta queimada onde tudo era para o deleite de Deus; tudo combinado como uma "oferta queimada para Jeová, de aroma agradável". Pode alguém dar, ou deu alguém mais deste doce prazer ao coração de Deus, senão Ele? Podemos então querer saber para que Deus Lhe deu o mais sublime lugar em glória? Parece que todas essas ofertas são apresentadas aqui para nos mostrar que Aquele a quem Deus ressuscitou e glorificou tem demonstrado ser digno de tudo isso. Que outra resposta poderia dar Deus ao final daquele perfeito caminho? Assim vemos em Cristo na glória de Deus a resposta para tudo que aqui na terra se evidenciou n'Ele para o prazer permanente de Deus. Todavia, há ainda outra oferta a considerar.

"A sua libação de vinho será de um quarto de him." Esta é a primeira vez no livro de Levítico que temos referência a uma libação. Lemos na parábola de Jotão que o vinho agrada a Deus e aos homens, Jz 9:13. Isso nos dá alguma idéia do propósito da libação, pois, diferente das outras ofertas, não temos instrução acerca da libação em Levítico. Nos lugares onde ela é mencionada, aparece para dar a idéia de alegria. Paulo mesmo se comparou a uma libação em Fp 2: 17. A introdução da libação neste momento oportuno sugeriria o gozo divino que tem agora sido estabelecido em Cristo à destra de Deus em glória. Aparentemente, isto aguardava a ressurreição de Cristo. Isto estaria de acordo com: "na tua presença há plenitude de alegria" (SI 16: 11). Assim esta libação fala do gozo que Deus tem agora na resposta perfeita a todos os Seus pensamentos centralizados em Cristo em glória, o complemento adequado para todas estas outras ofertas nesta seção.

"E não comereis pão, nem grãos torrados ou espigas verdes, até ao dia em que trouxerdes a oferta de vosso Deus: (é) uma lei perpétua para vossas gerações em todas as vossas moradas" (v. 14.,Versão New Translation).

É óbvio nesta passagem que até Deus assegurou a Sua porção no Cristo ressurreto dentre os mortos; nada teria ali para os filhos dos homens. Há muito de Deus para nós, em Cristo, pelo que aprendemos das Epístolas; não obstante, Ele deve estar em glória primeiro antes que possamos participar na ceifa. Se tomamos estas três coisas mencionadas aqui invertidamente, poderemos entendê-las melhor. Espigas verdes fala do completo vigor da vida. Grãos torrados, essas espigas na morte. Pão, essas mesmas espigas como alimento para as nossas almas. As espigas verdes apresentam nosso Senhor em Sua vida neste mundo. Os grãos torrados, que a Sua vida foi tirada sob o juízo de Deus. Então, o resultado é pão - Cristo por nossa apropriação como alimento para as nossas almas. Há muito para nós nessa ceifa no Cristo ressurreto; muito para nós em Sua morte; muito para nós em Sua vida e, contudo, nenhum grão podemos ter até que Ele tenha ressuscitado dentre os mortos e determinado Seu legítimo lugar na presença de Deus.

Nenhuma menção sobre uma "santa convocação" é feita nesta festa, mas é enfatizada a idéia das "moradas". Nesta festa temos Cristo apresentado a nós em digna humanidade, como tendo consumado a vontade de Deus, e a resposta a isto se vê em Sua ressurreição. Se tomarmos esta festa como um estatuto em nossas moradas, meditar na presença de Deus sobre o que este Homem é para o permanente prazer de Deus terá um efeito em cada pormenor da nossa vida aqui. Compre­endendo um pouco do que Ele foi e é nos levará a crescer para ser como Ele. "Todos nós com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito" (2 Co 3:18). Parece ser o desejo de nosso Deus que Sua glória moral nos ilumine em "nossas moradas". A próxima festa nos mostrará como isto é realizado.

 

“Aos pais de meus netos” - Análise de famílias da Bíblia - calebe, Acã, Filhas de Zelofeade e Gideão

 

(Continua em As festas do Senhor (parte 3) )