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As Festas Do Senhor (Parte 1)
As Festas Do Senhor (Parte 1)

As Festas Do Senhor (Parte 1)

UMA EXPOSIÇÃO SOBRE AS FESTAS DO VELHO TESTAMENTO
G. Davison

 

ÊX 12 - Lv 23 - Dt 16

"Até que vocês tenham feito um estudo dos 'três setes', nunca saberão onde estão nos caminhos dispensacionais de Deus." Esta afirmação é atribuída ao falecido Dr. Wolston. Os 'três setes' a que ele se referiu são:

(1) As festas de Jeová, Lv 23.

(2) As parábolas do reino, Mt 13.

(3) As mensagens às igrejas, Ap 2 e 3.

Essa afirmação é verdadeira e um estudo dessas passagens das Escrituras recompensaria plena­mente o estudante. Um ponto interessante é verdadeiro com referência a todos os três. Eles se dividem em quatro e três. Será óbvio para o estudante que as quatro primeiras festas permanecem juntas e as três ultimas também. Nas parábolas, as quatro primeiras vão juntas e as últimas três também. Mas, nas mensagens às igrejas, as três primeiras vão juntas e depois as quatro últimas. Uma palavra sobre isso pode ser útil.

As primeiras quatro festas têm sido cumpridas no cristianismo; as últimas três ainda terão que s cumprir em Israel num dia futuro. Em Mt 13, as quatro primeiras parábolas foram proferidas do lado de fora da casa e as três últimas, de dentro. As quatro primeiras descrevem o reino em seu aspecto exterior e de uma maneira que todos possam ver no mundo. As três últimas o apresentam de maneira que somente aqueles ensinados por Deus são aptos a entender. Grandeza e corrupção vistas externamente; valor e unidade ocultos internamente e conhecidos só daqueles que são ensinados por Deus por meio do Espírito. Isso é sugerido pelo fato de que os discípulos estavam a sós com o Senhor dentro de casa. Olhos e ouvidos lhes foram dados por Deus para que pudessem

entender isso igualmente em seus aspectos externo e interno, v 16. Então, nas mensagens às igrejas, os três primeiros estados têm passado, mas os quatro últimos continuam até o fim. As condições locais descritas nessas igrejas servem para mostrar como, historicamente, a igreja tem correspondido a sua responsabilidade neste mundo. Até aqui temos visto os três 'setes', porém o objetivo desse artigo é se ocupar com o "primeiro sete".

Levítico 23: Há oito festas neste capítulo, começando com a festa do sábado e findando com a festa dos tabernáculos. É evidente que a festa do sábado é semanal, no entanto as outras sete ocorriam anualmente. É evidente que o sábado ocupa um lugar em si mesmo, é a única festa abordada na primeira declaração: "As festas estabelecidas de Jeová" (v.2, Versão New Translation*). Urna nota de rodapé por J.N.D. nos diz que "festas estabelecidas" significa "tempos fixados" (para aproximar­-se de Deus). Um outro pensamento básico desta palavra é encontro marcado. Isso verdadeiramente nos dá uma pista quanto ao significado desse calendário sagrado delineado nesse capítulo. Nós temos a declaração "festas estabelecidas" repetida outra vez no v.4, assim separando o sábado do resto das festas e colocando-o em uma classe à parte. A razão para isso tem sido freqüentemente notada; em outras palavras, temos apresentado na primeira festa o fim último de todas as demais festas. Os Salmos muitas vezes são assim: o sujeito está afirmando na abertura do Salmo e o resto do Salmo ocupa-se com o tema de como aquele objetivo foi alcançado. O sábado é a finalidade maior de todos os caminhos de Deus eventualmente. A fim de esclarecer como esse fim será alcançado, nós temos as instruções pormenorizadas deste interessante capítulo. Portanto, dirigimo-nos a ele.

"E falou Jeová a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: (Concernente) às festas estabelecidas de Jeová, as quais proclamareis como santas convocações - estas são as minhas festas estabelecidas" (v. 1-2, Versão New Translation).

 

N. do T.: A versão da Bíblia utilizada pelo autor, no original em inglês, é a versão inglesa New Translation, de J. N. Darby – uma tradução cuja característica principal é a fidelidade do original. Para ser fiel à tradução de “As Festas do Senhor” , foi necessário traduzir literalmente os versículos de Levítico 23 da versão acima referida.

 

"E falou Jeová a Moisés": Isto é imperativo. Nesses dias de muitos falsos mestres (2 Pe 2: 1), os santos de Deus devem tomar grande cuidado com o que eles escutam e a quem escutam, para saberem se isso é oficialmente de Deus. "Falou Jeová." Deixe-nos então esclarecer que o que aceitamos como verdade divina é realmente o que Deus nos tem falado em Sua própria Palavra. Contudo, seguros de termos Sua própria Palavra, não sejamos negligentes ao fazê-lo. "Porque Esdras tinha disposto o coração para buscar a lei do Senhor e para a cumprir e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos" (Esdras 7:10). O nosso Deus deseja que saibamos o que Ele está fazendo para Sua própria glória e para a satisfação do Seu coração de amor. Além disso, Ele nos quer para trabalhar consigo inteligentemente. Ele fala com a finalidade de obter o interesse de Seu povo e uma resposta aos desejos de Seu coração.

"Fala aos filhos de Israel”: É ao Seu próprio povo redimido que Ele está falando. Quantos deles? Todos eles. Não estava limitado aos sacerdotes ou aos príncipes, não, é uma palavra à congregação toda. Sempre há uma tendência de se deixarem estes assuntos aos mestres ou aos irmãos anciões, etc. Deus quer que cada um do Seu povo ouça o que Ele tem a dizer, a fim de obter entendimento daquilo que ele está fazendo, e assim aprender o que se pode fazer no serviço para Ele, em relação à vontade divina. Eu sou responsável por ouvir estas comunicações e buscar graça para responder a elas para o presente prazer de Deus.

"As festas de Jeová”: Esta declaração nos diz sobre o que Deus está falando com Seu povo, - Suas festas, épocas com um caráter festivo, quando Seu povo pode-se congregar ao Seu redor e ministrar-Lhe algo para o deleite do Seu coração de amor. Como Ele busca tocar os nossos corações com uma palavra como essa ­"minhas festas estabelecidas". Há algum desejo em nossos corações de responder a isso? Não para estarmos constantemente ocupados com o que Ele tem feito para nos abençoar, mas para descobrir o que podemos fazer para Ele. Semelhante ao belo quadro em João 12, "Deram-lhe, pois, ali, uma ceia". Quão freqüentem ente, amados, nos aproximamos de Deus desse jeito? Não para buscá-LO sempre por aquilo que podemos obter, nem mesmo louvá-LO por aquilo que temos obtido, mas Lhe dar em louvor e adoração o que sempre deleita o coração de nosso Deus. Estar interessado naquilo que Ele está fazendo para o Seu próprio deleite e não somente estar interessado naquilo que Ele tem feito por nós. Cremos que Deus assim apelaria aos nossos corações com esta declaração: "MINHAS FESTAS ESTABELECIDAS".

"Santas Convocações": Estas sugerem reuniões coletivas. Dão a impressão de que o nosso Deus deleita-se em ter o Seu povo junto com um único pensamento na mente - para ministrar-Lhe coletivamente. Ele os guardaria de qualquer intrusão da mente carnal do homem ao nos lembrar que elas são "SANTAS"! Não podemos esquecer, por mais maravilhoso que possa ser o privilégio de estarmos juntos, que devemos estar sempre cientes de que Ele está presente; que nos ajuntamos para Seu prazer, sujeitos, dependentes, com santa reverência em nossas almas. Este é o estado que levaria a uma produção espiritual daquilo que verdadeiramente será para Deus uma festa. Isso produziria qualidade, mesmo que reduzisse quantidade, o que seria melhor, e Deus seria mais propriamente louvado. Estas são, então, as comunicações educativas para as nossas almas, como nos preparando para o desdobramento de Sua mente neste maravilhoso capítulo.

"Seis dias trabalhareis, mas o sétimo dia será o sábado de descanso, uma santa convocação; nenhuma obra fareis; é sábado para Jeová em todas as vossas moradas" (v.3, Versão New Translation).

Já temos dito que essa, a primeira festa, é o fim de todas as demais festas. Que Deus vai ter um dia quando não mais terá trabalho penoso é um tema corrente pela inspirada Palavra. Isso começou com a recriação de Gênesis 1-2. Lemos assim: "E havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito" (Gn 2:2). O sábado significa o cessar de todo labor. Embora o pecado tenha penetrado posteriormente na criação, na Terra, através de Adão, Deus operou outra vez para desfazer toda a devastação que o pecado introduziu. Mais tarde, tendo chamado Israel para fora do Egito, Ele, uma vez mais, introduz o sábado e requer deles a sua observância no quarto mandamento. Além do mais, Ele fez dele a marca da aliança entre Si e eles, Êx 21:13. Agora, tivesse Israel andado diante de Deus em resposta à aliança, Deus teria recuperado Seu sábado através deles. Porém, o fracasso no deserto colocou um fim àquele pensamento e Deus teve de jurar que eles não entrariam em Seu descanso. Isso é abordado em Hebreus 4 - um capítulo que vale a pena estudar sobre o assunto do sábado. Nesse capítulo lemos:

"Portanto, resta um repouso para o povo de Deus" (v.9). O repouso da criação foi interrompido, v.5. Foi novamente proposto a Israel, no deserto, mas Josué não os levou até ele. Surgiu mais uma vez no reino (SI 83), mas Davi não o realizou, v.1. Como então ele será realizado? É-nos apresentado nas seguintes 'sete festas' de nosso capítulo. Ele fracassou na criação; fracassou debaixo da lei; fracassou no reino, mas ele ainda virá. Baseada na morte de Jesus Cristo, a festa dos tabernáculos ainda será alcançada e no mundo vindouro, do qual a Epístola aos Hebreus fala, o repouso de Deus será concretizado. Nós, que temos crido, entraremos nele, Hb 4:3.

Agora, o repouso é o grande pensamento aqui, e enquanto o descanso de Deus é futuro, Ele apresenta aqui certos detalhes que deseja que Seu povo observe e tome como uma festa para Si. Que santo sábado será este quando, finalmente, Seu povo se reunirá ao redor d'Ele em uma santa convocação! Se considerarmos Levítico 25, veremos alguma coisa de sua amplitude. Até a criação selvagem vai participar daquele descanso, quando ele surgir, v. 6-7. Isso é ensinado em Rm 8:21. Quando finalmente o homem for introduzido nele, então o será também a criação, da qual ele é senhor. Nesta festa, "nenhuma obra" deve ser realizada. Em outras festas leremos: "nenhuma obra servil" é para ser realizada, v.7. No entanto nesta festa é nenhuma obra em absoluto. "Obra servil" está correto neste sentido, porque julgamos que significa trabalho na esfera de responsabilidade, que o distingue do trabalho no círculo divino, a rotina como falamos. Porém, nenhuma obra de qualquer espécie é para ser feita no sábado. É um repouso completo. Descanso, o qual ocorrerá, acreditamos, quando, livres de tudo que certamente nos atarefaria aqui, nos sentarmos na presença de Deus em liberdade para contemplarmos o que Ele é e o que tem feito para nós, para Seu próprio prazer e glória. Isso somos capacitados a fazer em "santas convocações". Não obstante, é também para nos marcar em nossas moradas. Isso é melhor traduzido "para Jeová em todas as vossas moradas". Agora, enquanto o repouso de Deus é futuro, podemos, como aproximados d'Ele, desfrutar dos elementos daquele descanso através de Cristo. "Eu vos darei descanso" (Mt 11:28, Versão New Translation). Isso é então para satisfazer nossas almas, seja em nosso círculo de responsabilidade - a habitação - ou reunidos no privilégio cristão - as santas convocações. ·"Vossas convocações" seriam o nosso lado das coisas, mas a santa convocação seria o lado de Deus, como povo d'Ele, reunidos no centro divino. Então, mantendo "para Jeova" diante de nós, levaria a uma resposta diretamente a Deus como ministrando-Lhe nisto prazer. Se perdemos este ponto em nossas reuniões, também nós chegaremos onde os judeus chegaram - reduziram as festas de Jeová a festas dos judeus.

 

1- FESTA DA PÁSCOA

"Estas são as festas estabelecidas de Jeová, santas convocações, as quais convocareis no seu tempo: No primeiro mês, no décimo quarto dia do mês, ao crepúsculo, é a páscoa para Jeová" (v. 4-5, Versão New Translation).

Com essa citação, começamos as séries das festas que nos trazem adiante nos caminhos dispensacionais de Deus, com vistas a alcançar o sábado no ponto alto de nosso capítulo. Começamos com o maior fundamento de todos para a glória de Deus e bênção dos homens - a morte de nosso Senhor Jesus Cristo na cruz. Notem uma nova frase aqui: "No seu tempo". Cada festa tem seu próprio tempo e ordem no capítulo, e devemos ter o cuidado de manter esta ordem. Como poderíamos conhecer a bênção da festa dos tabernáculos se não começássemos com a cruz de Cristo? "No seu tempo" apresentaria uma ordem divina, a qual tem sido executada conforme planejado. Não como o mundo que alegremente aceitaria a bênção do reino, mas ignoraria a grande necessidade de fundamentá-la toda na MORTE de Cristo. Deus tem a Sua própria maneira e Seu próprio tempo para realizar as coisas e nós devemos nos esforçar por este planejamento se as bênçãos destas coisas são para serem nossas.

Que fluxo de pensamentos preciosos preenche nossas almas, à medida que contemplamos este maravilhoso tema de redenção pelo sangue. Isso para Israel significou livramento da mão de Faraó e deu a Deus uma base

para trazê-los do Egito e conduzir o povo para Si mesmo no deserto. Sabemos que eles observaram este decreto como uma lembrança no deserto, Nm 9. Eles o observaram outra vez como um memorial, quando entraram na terra prometida, Js 5. Mas apenas uma vez aspergiram o sangue nas ombreiras e nas vergas das portas. Isso nos fala mais uma vez sobre as definitivas aplicações do sangue de Cristo. Isso nunca necessita ser repetido. Tomando as três juntas, temos: (1) Redenção pelo sangue e livramento das mãos de faraó e dp terra do Egito, Ex 12. (2) Uma lembrança a nos preservar no caráter de peregrinos no momento de passarmos pelo deserto, seguindo para a herança, Nm 9. (3) Uma visão panorâmica da herança, Js 5.

A morte de Cristo, então, trouxe-nos a Deus e trouxe-nos para fora; mantendo-nos no caráter de peregrinos ao passar por este mundo, leva-'nos para entrar na terra, a herança divina.

Todavia, nós acreditamos, como uma festa neste capítulo, que ela vai além desses outros aspectos. Não é tanto a morte de Cristo aqui para a nossa libertação, mas a grande base sobre a qual Deus está edificando tudo para Sua própria glória. Isto é a "páscoa para Jeová". Quão proveitoso é para nossas almas quando podemos contemplar a obra de Cristo, ao passo que ela realiza o prazer de Deus, mais do que ela nos proporciona bênçãos. Verdadeiramente, é o prazer de Deus que nos proporciona bênçãos e aí está o porquê, originalmente, de Cristo morrer sobre uma cruz. Estes dois pensamentos são vistos claramente em Hebreus 10:9-10. "Eis, aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade", v.9. "Nessa vontade é que temos sido santificados", v.10. Por que Ele veio a este mundo? Para fazer a vontade de Deus. Qual é essa vontade? Nossa santificação. Verdadeiramente "a páscoa para Jeová". É este então que parece ser aqui o tema, o memorial da morte de Cristo como a realização da vontade de Deus, a grande e eterna base de tudo para a glória de Deus e eterna bênção do homem.

 


2- FESTA DOS PÃES ASMOS

"E no décimo quinto dia deste mês é a festa dos pães asmos para Jeová sete dias comereis pães asmos. No primeiro dia tereis santa convocação: nenhuma obra servil fareis. E apresentareis a Jeová uma oferta queimada sete dias; no sétimo dia é uma santa convocação: nenhuma obra servil fareis" (v. 6-S, Versão New Translation).

Vale a pena notar aqui que esta festa surge da páscoa e que está associada a ela. A introdução usual para um novo assunto, a saber, "falou o SENHOR a Moisés dizendo", não é aqui mencionado. Esta festa é então decorrência da páscoa. É o abandono de todo mal, porque Cristo morreu uma só vez para o pecado, Rm 6:10. É a resposta subjetiva em nós à obra objetiva de Cristo na cruz. Se Ele morreu para o pecado, então nós devemos morrer, de forma prática, em nossa jornada cristã. "Porque Cristo, nossa páscoa, já foi sacrificado. Pelo que celebremos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da malícia e da corrupção, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade" (1 Co 5:7-S, Versão Revisada da Tradução de Almeida - I.B.B.). Aqui, a festa dos pães asmos é vista como o resultado direto da festa da páscoa. Por isso, o Espírito os exorta a evitarem completamente o fermento. Ele fala do fermento de duas maneiras. Primeiro como fermento velho e depois como da malícia e corrupção. O primeiro seria uma referência à velha maneira de viver deles antes de o Evangelho alcançá-los. Possivelmente uma referência à adoração de ídolos e à evidente fornicação que os acompanhava. Para eles isso era "fermento velho". O fermento da malícia e corrupção devia esvair-se do velho homem que todavia estava neles. Isso também tinha de ser rechaçado, porque enquanto eles rompiam com a fornicação na adoração de ídolos, eles levavam consigo o velho homem, cuja malícia e corrupção estaria sempre pronta a se esvair. Ambos tinham de ser colocados de lado. Mas se estes dois males tinham de ser rechaçados, sinceridade e verdade deveriam ser aceitos. Isto seria Cristo como ministrado à minha alma pelo Espírito. Estou então a dar por terminada a minha velha maneira de viver. Segundo, estou para manter o velho homem com seus feitos em dependência. Terceiro, estou a alimentar-me de Cristo como alimento para minha alma e assim crescer para ser igual a ele, sincero e verdadeiro.

Se recorremos a Êx 12, onde a páscoa é pela primeira vez introduzida, lemos sobre duas ordens com referência ao fermento. Este era para ser excluído do pão e das casas deles. Era para comerem a páscoa com "pães asmos". Era para lançarem fora todo fermento de suas casas, v.15. Ninguém com alguma compreensão da morte de Cristo, que foi devido ao pecado, gostaria de ver coisas mundanas dentro de casa. Alguns de nós temos estado alegres em eliminar essas marcas passadas de nossa vida quando ternos vivido para nós mesmos e não para Deus. É verdadeiramente bom quando nós temos a graça e a coragem para fazer isso. Porém, tudo isso, importante como é, é negativo. É mais o que temos feito pela nossa vida passada, possivelmente o que Paulo em Coríntios chamada de "fermento velho". Estamos agora nos alimentando dos pães asmos? Estas coisas negativas, importantes como indubitavel­mente são, não alimentarão as nossas almas. Não há apenas um despir no cristianismo, há também um vestir. Amados, apenas estamos na linha negativa - aquilo que temos despido - e também estamos fracassando em nos alimentar de Cristo, o verdadeiro pão asmo, do Qual devemos nos revestir? Rm 13:14. Era para eles comerem pães asmos. Se é para realizarmos uma festa de pães asmos para Jeová, Cristo deve ser diariamente apropriado como alimento para a alma. Somente à medida que nos alimentarmos d'Ele é que nos tornaremos como Ele é, e assim serão reproduzidas em nós as características que foram vistas n'Ele. Que festa ela deve ser para Deus ao ver Cristo reproduzido em um santo que repugna aquilo que é mau e se alimenta daquilo que é bom!

"Sete dias comereis pães asmos" Assim como esta festa surgiu da páscoa, tal a vemos na resposta em 1 C05; o guardara festa surge da Ceia do Senhor, tal como esta primeira Epístola nos ensina mais adiante. Os sete dias nos levariam do Dia do Senhor ao Dia do Senhor. Começando aqui como estamos fazendo na recordação da morte de Cristo, ou melhor, na recordação d'Ele na morte a nosso favor, os sete dias nos levariam a atravessar a semana como caminhando pelo mundo, em conformidade com Sua morte. À medida que d'Ele nos alimentarmos espiritualmente na ceia e continuarmos a nos alimentar d'Ele diariamente por toda a semana, os nosso corações são guardados naquela santa atmosfera, na qual nos deleitamos quando estamos juntos na Ceia do Senhor. O pensamento de Sua morte governando cada detalhe da vida, estar separado daquilo pelo qual Ele morreu, seria a resposta para guardar a festa dos" sete dias" . Mas não nos esqueçamos de que, se é para eu ter poder para permanecer separado de tudo que é mau, devo alimentar-me diariamente de Cristo.

Juntamente com essa determinação de comer pão asmo sete dias está a orientação para oferecer oferta queimada sete dias. Esta é uma apresentação de Cristo a Deus. Por que só pensamos em oferenda uma vez na semana? É o desejo de nosso Deus ter Cristo apresentado todos os dias, não somente naquilo que podemos ter habilidade em dizer, mas também naquilo que somos, como manifestando-O neste mundo tenebroso. Se nos alimentarmos diariamente de Cristo, é certo que alguma coisa de Sua perfeição nos iluminará, e isso vem a ser para "Jeová uma oferta queimada sete dias". Se isso fosse mais verdadeiro em todos nós, que maravilhosos momentos teríamos quando nos reuníssemos. Esta festa começa com uma "santa convocação" e termina com outra. As nossas vidas individuais estão compelidas a almejar o grupo a que pertencemos. Se nos alimentarmos de Cristo, vivermos para ele e O manifestarmos diariamente, eu serei uma ajuda positiva para meus irmãos quando nos reunirmos. Essas coisas são de muita provação, mas se eu não posso de vez em quando guardar esta festa dos pães asmos para me agradar, eu posso buscar graça para guardá-la para agradar a Deus, e assim fazer dela - mesmo se isto me custar alguma coisa ­uma "festa para Jeová".

 

Continua em As Festas Do Senhor (Parte 2)