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A ESPERANÇA CRISTĂ 3.a
A ESPERANÇA CRISTĂ 3.a

A ESPERANÇA CRISTÃ

UMA PANORÂMICA DIDÁTICA DA PROFECIA – (3.a)

                            

Fez-se um silêncio entre nós no meio daquele recinto barulhento:

Meu novo amigo olhava pensativo. Finalmente disse pausadamente:

"O senhor me deu muito material para pensar, irmão. Não compreendo porque nunca ouvi sobre estas cousas em minha Igreja. Como é possível, tantos cristãos não conhecerem esse futuro majestoso e eu mesmo, ser tão Ignorante a respeito. "

"Aproveitei as observações para dizer algo que já há algum tempo estava em meu coração: no entanto, não se trata somente de conhecer o futuro e saber o que é a esperança da Igreja. É certamente lamentável um crente não saber estas coisas, mas é, no mínimo, pior quando o crente as sabe e não vive de acordo com esse conhecimento. O Senhor Jesus não nos comunicou Sua Vinda para breve só para satisfazer nossa curiosidade, mas para que os nossos desejos se ocupassem Dele. Ele espera que nossos lombos estejam cingidos, as lâmpadas acesas, na expectativa, como homens que esperam pelo seu Senhor, a qualquer hora que Ele chegue; e que, quando Ele bater, logo lhe abram. Bem aventurados aqueles que, quando o seu Senhor chegar, encontrar fazendo assim. (Com ­pare Lc 12, 35-37). Pouco adiante, em Lc 12, o Senhor adverte das terríveis conseqüências, se os servos disserem:

"Meu Senhor tarda em vir" (v. 45). E, exatamente aqui, o senhor encontra o porquê do fato mencionado há pouco: da verdade da iminente volta do Senhor - não ser bem entendida em muitas igrejas, e muito menos experimentada como uma realidade viva."

"O que o senhor quer dizer com isso? Uma boa compreensão sobre a "Vinda"; depende do entendimento que se tenha da Palavra de Deus, seja esta espe­rança da Vinda mais forte, ou mais fraca, o senhor não acha?".

"Entendimento quanto ao futuro, não se pode separar da expectativa do futuro, pois estão interligados. Na medida em que a expectativa da vinda do Senhor foi diminuindo, o entendimento correto sobre a mesma foi diminuindo também. No século IV depois de Cristo, os cristãos ficaram tão aliviados com o fim das perseguições romanas e o começo de um tempo de paz e prosperidade, que toda a atenção foi dirigida para as bênçãos, tanto espirituais como materiais que já se podiam desfrutar, e para uma "morte feliz" - A vinda do Senhor foi assim cada vez menos lembrada... O pensamento sobre isto consistia numa vaga doutrina:

No dia final, no fim dos tempos, o Senhor Jesus voltaria: disso tinha-se certeza, mas esse dia estava tão longe...”     

Assim permaneceu essa doutrina; mas colocar a vida cristã sob a perspectiva da proximidade da volta de Cristo - isto é uma cousa bem diferente. Certo é que, neste terreno, também podemos faltar com a vigilância, o que podemos constatar na história do Cristianismo. No decorrer dos séculos, houve seitas e grupos para os quais a Vinda do Senhor tornou-­se um pesadelo. Não se trabalhava, nem se dormia mais, reuniam-se em lugares amplos ou ocultos, nos bosques e nas montanhas para esperar o Senhor e aguardar os juízos vindouros. Justamente nas cartas aos tessalonicenses, Paulo repreende tal modo de pensar. Os crentes deveriam continuar trabalhando para ganhar o pão diário. (1 Ts 4, 10-12 e 5, 14a - 2 Ts. 3,6-12). A vida cristã deve ter um equilíbrio sadio entre dois elementos: 1º, Servir ao Deus vivo e verdadeiro, e 2º, esperar dos céus a Seu Filho ...

"O senhor acabou de dizer que aqueles crentes esperavam uma "morte feliz". Não é uma forma de esperar o Senhor e de entrar no céu?"

"Oh, não! É algo totalmente diferente! Primeiramente, esperar pelo dormir (morrer) não é um esperar pelo Senhor; não encontramos em nenhum lugar na Bíblia que, quando o crente morrer, o Senhor vem buscar a sua alma. Nós lemos que anjos levaram Lázaro para o seio de Abraão. Lc 16, 22. Quando, porém, a Igreja for arrebatada, virá o Senhor mesmo com voz poderosa, com voz de arcanjo e com a trombeta de Deus. I Ts 4,15-17. Isso Ele não deixará para nenhum outro fazer. Ele Mesmo vem para levar a Sua noiva para Si, a fim de levá-la para a casa do Pai, onde há muitas moradas. (João 14,1-3). Somente quando o Senhor vier é que os crentes (tanto os vivos, quanto os ressuscitados) serão levados à casa paterna, para estar para sempre com o Senhor."

Agora, os crentes que já morreram (dormiram) estão no Paraíso (Lc 23, 43), que é um lugar maravilhoso. Os crentes estão com Cristo, o que é muito melhor Fp 1,23; e as conversas que eles têm lá são tão elevados que não podem ser mencionadas por homens que ainda estão na carne (lI Co 12, 4). Mas, não é a casa paterna. Nesta, haveremos de estar no lugar glorioso e exaltado, onde desde a eternidade tem sido a morada do Pai e do Filho.

Além disso, os crentes que já morreram, ainda não estão perfeitos; isto não significa que ainda tenham pecados em si ­longe disso - porém, não estão completos. Sua alma está no Paraíso, mas os seus corpos estão na "Cova da destruição"; Os crentes que dormiram (morreram) e estão agora no Paraíso esperam também a Vinda do Senhor! Pois, naquele momento serão ressuscitados, receberão corpos glorificados, e assim, alma e corpo reunidos entrarão na Casa do Pai como "homens completos"."

"Mas, Paulo e Pedro, por exemplo, esperavam assim mesmo pela morte. Eles sabiam que não participariam da Vinda do Senhor, estando vivos na terra, porém haveriam de morrer antes disso. Não é assim?"

 

REVESTIDOS OU DESPIDOS

"Assim é: mas o Senhor mesmo tinha revelado a Pedro, que "deixar o tabernáculo" estaria próximo para ele (João 21,18.19 e 2 Pedro 1, 13-15) e, de resto, o seu coração estava transbordando da Vinda do Senhor (2 Pedro 1, 16-19). Também Paulo sabia, pouco antes da sua morte, que a sua "Partida" estava próxima (2 Tm 4, 6-8, comp Fp 1, 23). Noutro lugar, contudo, ele deixa bem claro, que preferiria ser revestido, ou ter parte como vivo na Vinda do Senhor, em lugar de passar antes pela morte. Em 2 Co 5, 1, diz ele: Sabemos que se a nossa casa terrestre, na qual habitamos, se desfizer, temos uma casa, não feita por mãos, eterna nos céus; isto quer dizer, um corpo glorificado, celestial. (Compare 1 Co 15, 42-50). E continua, conforme citei há pouco: "Porque neste tabernáculo gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação celestial". E, logo em seguida: "Se bem que preferimos ser revestidos, e não despidos, para que o mortal seja absorvido pela vida". Então podemos inferir que existem duas possibilidades de se obter um corpo glorificado: 1 2, se formos despidos, isto é, deixar o corpo material, através da morte, e, mais tarde, ser vestido com o corpo glorificado; 22, poderemos ser revestidos, sendo o mortal absorvido pela vida, isto é, quando os crentes vivos forem transformados, e o mortal se revestir de imortalidade (1 Co 15, 51-54; Fp 3,21). Portanto, tratando-se de escolher entre morrer (dormir), ou ser revestido, a escolha não é difícil.

Por outro lado, se for para escolher entre estar no corpo (isto é, ainda não estar com o Senhor e carregar, no corpo as vicissitudes desta vida terrena) ou estar ausente do corpo, na presença do Senhor (2 Co 5,6­8), a escolha torna-se igualmente fácil: Estar com Cristo é muito melhor (Fp 1, 23)."

"O lugar definitivo dos crentes é, portanto, eternamente no céu. Sabe o senhor. que há algum tempo eu me admirei muito com Isso? Originalmente, foi dada a terra aos filhos dos homens (Salmo 115, 16) e, também, quando houver a nova terra, os homens viverão nela. (Ap 21,3). Como poderá ser, pois, que a Igreja habite para sempre na Casa do Pai?"

"Esta pergunta subsiste com razão. Não é uma cousa tão natural assim, que a Igreja vá habitar definitivamente no céu, pois ali não é a morada original para o homem, mesmo depois da queda no pecado, nem ainda depois da redenção. A morada do homem é a terra. E não só agora, como também, por toda a eternidade. Os crentes de todos os tempos habitarão na nova terra, com corpos glorificados, ou ressuscitados. Lemos desta nova terra em Ap 21, 3; o tabernáculo de Deus estará com os homens, e Ele Mesmo, habitará com eles. É bem verdade que os santos do Velho Testamento, os quais já dormiram, estão agora no Paraíso. Porém, o seu destino final será a nova terra, quando ela tiver passado pela mesma reno­vação que eles também expe­rimentaram na ressurreição. Mas, como é diferente a parte da Igreja! O Senhor Jesus foi preparar para nós um lugar na Casa do Pai, e prometeu: "Voltarei, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estou, estejais vós também". João 14.3. Aproximadamente 1 hora mais tarde, Ele disse: "Pai, eu quero que aqueles que Tu me deste, também estejam comigo para que vejam a minha glória, que me deste, pois me amaste antes da fundação do mundo" (João 17.24).

E Paulo escreveu: "Nós seremos arrebatados ao encontro do Senhor nos ares. E assim estaremos para sempre com o Senhor" 1 Ts 4, 17. A esperança de Israel estava ligada à ressurreição dos mortos e à nova terra. (Veja entre outras, Jr 29, 11;31,17; Ez 37,11; Os 2,15; Atos 23, 6; 24, 15; 26, 6.7; Rm 2, 7). A esperança cristã, porém, é uma esperança que está reservada nos céus (Cl1,5; 1 Pedro 1, 3-4). Por outro lado, a esperança da vocação de Deus, que é resumida no fato de Ele nos ter escolhido para desfrutar de todas as bênçãos espirituais, nos lugares celestiais Ef 1,3-6.18. E logo Ele nos introduzirá na glória Rm 5,2; I João 3, 2.3; CI 1,27; Tito I, 2; 2,13; 3, 7. Esta parte é somente dos crentes que estão ligados a um Homem ressuscitado e glorificado nos céus (Ef 1, 13) e que, como garantia, receberam o Espírito Santo (Ef 1, 13). Sobre isto já falamos."

"O senhor falou também que depois do arrebatamento da Igreja, e antes do aparecimento do Senhor em glória, haverá acontecimentos Importantes, tanto na terra, como no céu. Em quais o senhor pensou?"

"Pensei principalmente nas bodas do Cordeiro, que lemos em Ap 19,6-10. Não é sem significado que este acontecimento, tão importante, seja encontrado tão longe do capítulo 4 (onde vemos, pela primeira vez, a Igreja no céu), e tão próximo da Vinda gloriosa (a segunda volta de Cristo - cap 19, 21; ... ).

Ao menos dois acontecimentos devem ter se realizado antes. São dois requisitos: O 1 Q está exposto em Rm 14, 10: "Porque todos compareceremos ante o tribunal de Deus" e em 11 Co 5,10 "Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo para que cada um receba segundo o bem ou mal que tiver feito por meio do corpo."

"Sempre pensei que isso se aplicasse ao julgamento das ovelhas e dos bodes (Mt 25, 31­46) e ao juízo do grande trono branco (Ap 20, 11-15). Porém, agora, assim me parece duvidoso."

 

O TRIBUNAL DE CRISTO

"Não está tão errado assim...

São três casos diferentes, mas trata -se do mesmo tribunal de Deus, no qual Cristo está sentado... no entanto, são três sessões de julgamento distintas: diferentes quanto aos que serão julgados, quanto aos locais e quanto ao próprio julgamento. A primeira sessão terá lugar, sem dúvida, no céu, depois do arrebatamento da Igreja, e trata do julgamento dos crentes. Anda sessão terá lugar na terra (Mt 25), logo em seguida à Vinda de Cristo em glória; nesta serão julgadas as nações conforme as suas atitudes tomadas com respeito aos irmãos do Rei (isto é, os judeus crentes durante a grande tribulação; veja também Mt 24). As ovelhas entram no reino, os bodes para o tormento eterno. A terceira sessão será para os incrédulos, estão ressuscitados e se realizará somente depois dos mil anos do Reino. Serão julgados conforme os seus atos."

"Posso entender bem que os descrentes devam comparecer ante o tribunal, mas porque os crentes (mesmo sendo em outro tempo) devem comparecer?"

"Para que toda a sua vida seja revelada. Os crentes reinarão brevemente com Cristo sobre toda a terra.

Devem, pois, aprender antes a pensar, sentir e conhecer como Cristo, e isso principia com o conhecimento próprio. "Então conhecerei, como também sou conhecido" I Co 13, 12. Assim, a obra de cada um será revelada, pois o dia as há de manifestar, pois é revelada pelo fogo; e qual for o tipo da obra de cada um, o fogo as provará (I Co 3, 13). Quem me julga é o Senhor (I Co, 43-5)."

"Mas nossos pecados já não foram perdoados e apagados?"

"Não se trata disso aqui. Não se trata da pergunta, se há perdão para meus pecados, mas quais são os meus pecados. Tudo na minha vida, até aquelas cousas que pensei não fossem tão ruins, ou até fossem boas, serão colocadas ali diante da luz de Deus. Só ali é que conhecerei perfeitamente quantos pecados eu fiz, e, conseqüentemente, quantos pecados me foram perdoados; quão grande foi o sofrimento do Senhor Jesus por causa dos meus pecados, e quão grande foi o amor de Deus e do Senhor Jesus por mim. Não só de Ele ter-me redimido, mas também, por ter-me conduzido com tão grande paciência e amor. Somente então é que poderei louvar, adorar e amar plenamente o Pai e o Filho, muito mais do que alguma vez o fiz aqui na terra.

Lembro Lucas 7, 47: "A quem muito se perdoa, muito se ama".

"Então, nenhum crente que comparece ante o tribunal, perecerá?"

"Como poderia acontecer tal coisa? Quem creu, nunca poderá entrar em condenação (João 5, 24). Nós haveremos de comparecer com corpos glorificados, semelhantes ao corpo de glória de Cristo (Fp 3,21); e o Juiz, que está ali sentado no trono, é o Filho de Deus, que me amou e Se entregou a Si mesmo por mim. (GI 2, 20). Como poderia eu me perder ainda!? Por mais lamentável que seja o caso de ver nossas obras todas serem queimadas, o crente mesmo, porém, será salvo, ainda que "como que pelo fogo" I Co 3, 15."

"E o verso anterior diz que recebe recompensa se sua obra resistir. Significa Isto que um crente receba mais bênçãos celestiais do que outros?"

"Não, não significa isso. Todos os crentes são abençoados com toda a sorte de bênçãos celestiais, as quais Deus preparou para nós, desde a eternidade. Como poderia haver uma classificação, depen­dente das nossas obras? Não, nosso galardão, na Bíblia, está sempre em relação com o nosso governo sobre a terra, durante o Reino de Paz. Pense, por exemplo, na parábola dos talentos em Lucas 19. O servo que ao seu talento ganhou outros dez, recebeu autoridade sobre dez cidades; e o que ganhou outros cinco, tornou­-se senhor sobre cinco cidades. "

 

A Esperança Cristã - Uma panorâmica didática da Profecia (3.b)